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Mostrando postagens com o rótulo feminismo

O veneno na mamadeira

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  Qual gênero que: Mata mais os outros gêneros É mais assassinado Suicida mais É mais dependente de drogas É maioria nos presídios Mais realiza assassinatos em massa Mais morre no trânsito, na guerra e no trabalho Mais entra para grupos extremistas em todas as ideologias Mais abandona a escola Vive menos Todas as estatísticas mostram que é o masculino. Portanto, a sociedade em que vivemos não é boa nem para as mulheres, que são oprimidas, massacradas, humilhadas e desprezadas, e nem para os homens, que também se tornam vítimas da violência de outros homens porque vivemos no patriarcado, este sistema pré-histórico de organização humana que é baseado na rígida divisão de papeis entre os sexos e no domínio dos homens mais poderosos, pela força física e econômica, sobre as demais pessoas. No patriarcado, nós, homens, somos criados para viver em desesperada competição por status social, numa luta eterna de todos contra todos, o que gera solidão, insensibilidade e...

Como salvar nossas meninas e meninos?

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  Cada vez mais tenho consciência do quanto as mulheres são massacradas por causa da estrutura social e econômica do patriarcado e eu, como homem, sinto que preciso estar junto com as mulheres para, quem sabe, conseguirmos mudar esta situação, não só por elas, mas também por nós homens , porque o patriarcado nos torna insensíveis, brutais e violentos: matamos as mulheres e nos matamos entre nós. Além do sofrimento causado às mulheres, alguns dos males que o patriarcado traz aos homens: Somos a maioria nas prisões (93,2%) Somos a maioria das pessoas assassinadas (92%) (geralmente por outros homens), Morremos mais no trânsito (75%) e nas guerras (70%) Suicidamos mais (70%) Somos mais internados por doenças mentais e drogas (61,3%) Somos mais dependentes de álcool (19,5%) Somos a maioria dos autores de assassinatos em massa (95%) Nossa sexualidade é pervertida pela violência da pornografia Aprendemos menos, somos mais expulsos da escola e conquistamos menos diplomas Vivemos solitários...

Onde está o novo homem?

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A série da Netflix “ Adolescência ” mostra o impacto das redes sociais sobre o comportamento de um menino, um garoto comum, numa sociedade machista. Entre as várias questões importantes despertadas pela série, uma delas poderia ser a falta de modelos de masculinidade não-machista para as novas gerações. Mesmo nós, os que tentam desconstruir o machismo estrutural no qual fomos constituídos como homens, ainda não somos exemplos do novo homem. Além disso, pode ser que ainda não haja muitos homens desprovidos dos valores machistas na atual sociedade capitalista, que funciona às custas da meritocracia e das desigualdades estruturadas em gênero, raças e fronteiras. Mas provavelmente seria mais inspirador para meninos e adolescentes se eles tivessem mais exemplos de homens não-machistas para se espelharem do que somente serem estimulados a não se comportar como os machões atuais. Então, como seriam estes exemplos dos novos homens? Numa conversa, Luíza e eu ficamos imaginando que poderia ser a...

De Eva a Lady Sapiens

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Dois livros recentes e muito interessantes mostram de forma original como mulheres e homens evoluíram ao longo de milhões de anos na sua organização social, no processo de reprodução e nas diferenças corporais. Ambos apresentam o tema de forma clara e bem documentada, embora com enfoques temporais e científicos distintos: “ Eva , como o corpo feminino conduziu 200 milhões de anos de evolução , de  Cat Bohannon, e “ Lady Sapiens , como as mulheres inventaram o mundo” , de Thomas Cirotteau, Jennifer Kerner e Éric Pincas. Eva O primeiro livro de Cat Bohannon traz informações abundantes que demonstram que mulheres e homens coevoluiram com capacidades cognitivas e motoras semelhantes, tanto para realizar tarefas cotidianas que exigem esforço físico como para enfrentarem os desafios cognitivos em comunidades caçadoras-coletoras e suas complexas estruturas sociais e culturais. L ançado em 2023 e já traduzido para mais de 30 línguas , o livro é uma abordagem biológica evolutiva dos as...

CACs

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Por um outro mercado de trabalho

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Vera Prates médica, psiquiatra, representante de  Minas Gerais na Associação Brasileira  de Médicas e Médicos pela Democracia É claro que a sobrecarga das mulheres, com os trabalhos domésticos e com os filhos, a qual conheço bem por experiência própria, dificulta ou mesmo impede nossa melhor inserção social e no mercado de trabalho, nossa realização profissional, lazer e até cuidados pessoais. Esta sobrecarga é um problema seríssimo a ser enfrentado pela na luta feminista. Mas gosto também de ver a questão por outro ângulo. Como médica, eu tive a chance de trabalhar meio horário. Tenho um companheiro solidário, que sempre dividiu, ainda que parcialmente, as tarefas comigo. Além disso, como um casal de médicos, mesmo eu trabalhando meio horário, minha renda somada a do meu marido, permitiu uma vida segura e confortável para nós e nossos filhos. Nunca passamos por privações. Sinto-me imensamente privilegiada por nunca ter precisado de abdicar nem da minha profissão e nem da mat...

No dia Internacional da mulher, o trabalho doméstico continua sustentando o capitalismo

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  O texto abaixo é da Editora Elefante  Neste dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Elefante destaca a invisibilidade do trabalho doméstico e sua importância para a sustentação do capitalismo, com custos à vida das mulheres racializadas, periféricas e migrantes, sobretudo. Esse debate está presente em  Quem vai fazer essa comida? , novo livro de Bela Gil em pré-lançamento pela editora. "Se a gente sabe que uma comida fresca, caseira, diminui as chances de morte, a pergunta que fica é o título do meu livro:  Quem vai fazer essa comida? . E aí entra a questão do feminismo, que está diretamente relacionada à valorização do trabalho doméstico. Reconhecer esse trabalho é um caminho para que a alimentação saudável seja realmente uma possibilidade de escolha", explica Bela Gil em  entrevista para a revista Marie Claire .  Foi a escritora Silvia Federici, intelectual militante de tradição feminista marxista autônoma, quem despertou esse olhar em Bela Gil, após...

Eu queria ser Lélia

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  Este cartum é inspirado na grande escritora feminista Lélia Gonzalez , que descobriu a verdadeira língua do povo brasileiro, o pretuguês. Li recentemente “ Por um feminismo afro-latino-americano ”, que antecipa as denúncias de Angela Davis e bell hooks de que sofremos num patriarcado supremacista branco capitalista imperialista . Há mais de 20 anos, uma de minhas filhas, brincando com meu ativismo político, disse “ papai acha que ele é uma mulher, preta e pobre ”. Pois este é o maior elogio que já recebi. Quem sabe, ainda descubro um jeito de me transformar numa verdadeira mulher negra e revolucionária, como Lélia Gonzalez. Lor

O mito da beleza

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  (ou como envelhecer sem rusgas) Terminei de ler, com 30 anos de atraso, o incrível livro de Naomi Wolf [1] sobre como a busca por um corpo ideal se tornou uma forma de redução da autoestima feminina, o que permite a sua aceitação das desigualdades de gênero: O Mito da Beleza . Aprendi muito com Naomi sobre como a sociedade moderna vem criando um opressivo senso comum em torno de um padrão de beleza universal, que ela chama de a Donzela de Ferro  (um instrumento de tortura da Inquisição Católica - ilustrada acima - sobre o qual existem algumas dúvidas [3]). Este mito da beleza natural e universal, corresponderia à mulher branca, jovem , loura, de olhos claros, magra, hiper sexualizada [2], maquiada e vestida de determinada maneira. Este modelo de beleza inalcançável seria imposto desde a infância a todas as crianças do mundo, apesar da maravilhosa diversidade de tipos humanos espalhados pelo planeta. Uma vez que a maioria das pessoas não se encaixa no padrão de beleza adota...

A evolução humana é feminina

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  Depois de quarenta anos estudando a evolução humana, descobri que a sua representação gráfica mais comum, a sequência de primatas machos que deixam a postura quadrúpede para se tornarem bípedes e, ao adquirirem armas e roupas, se tornam, por fim, um homem moderno, contém apenas uma parte da verdade. De fato, a ciência considera que um dos passos decisivos na origem da nossa espécie sapiens foi a seleção natural da capacidade de caminhar longas distâncias na postura ereta, o que ocorreu há cerca de 6 milhões de anos num grupo de hominídeos, os quais deram origem à linhagem subsequente dos Homo, da qual derivamos. Mas este passo fundamental foi dado por fêmeas e não por machos. Como aconteceu? A Terra, como todo o Universo, vem diminuindo a sua temperatura global progressivamente, apesar de ciclos intermitentes de curtos períodos de reaquecimento, como este que vivemos. Desde a extinção dos dinossauros, há 62 milhões de anos, a temperatura média do planeta diminuiu cerca de 14 gra...

Encanto - a magia das mulheres

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A vida difícil de todas as mulheres é cada vez mais evidente e os diversos papéis impostos às mulheres vão sendo desmascarados, mas ainda é difícil escapar da ideologia dominante na cultura atual, mesmo quando um filme tenta falar simpaticamente sobre o mundo feminino. A Disney lançou outro desenho animado, daqueles planejados para serem vistos por toda a família, e minha filha Ana escreveu um texto brilhante, imperdível, sobre ele: VER AQUI Ana chama a nossa atenção para prestarmos atenção no papel da casa da família como personagem oculta e fundamental. Uma amostra do filme, que ainda está nos cinemas, pode ser vista no trailer brasileiro VER AQUI O texto da Ana me inspirou esses cartuns.  

Radicalizar a igualdade

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  Para Anna Bárbara [1] Em tempos difíceis, temos que aprofundar, radicalizar nossos objetivos, pois a moderação anterior pode ser parte do caminho que nos trouxe até a crise. Se acreditamos que nossos problemas decorrem da forma injusta como organizamos o mundo, e estamos convencidos de que é necessária a igualdade de direitos entre as pessoas, defender os direitos das mulheres deve ser nossa prioridade, a pauta primordial: combater a mais antiga e entranhada das dominações, o machismo. Há milhares de anos, antes mesmo da invenção da propriedade privada, da família e do Estado, os homens já mantinham (pela força física) uma divisão de tarefas nas quais a parte mais pesada sempre coube às mulheres. O trabalho das mulheres, desde as caçadoras coletoras até nossas companheiras atuais, com sua tripla jornada, é muito mais prolongado, desgastante para a saúde, e com maior dispêndio de energia do que o trabalho dos homens, incluindo a fundamental gestação das novas gerações, apesar d...

O manifesto internacional feminista lançado neste 8 de março

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O jornal eletrônico NEXO apresenta um resumo das principais ideias do Manifesto Internacional Feminista lançado hoje em várias partes do mundo em mais de dez idiomas. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher dê uma olhada AQUI Feminismo para os 99%!

A revolta de Adão

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Adão se aproximou e disse: - Senhor, dá para voltar antes daquele lance da costela? O Senhor, apesar de onisciente, perguntou: - O que está pegando? Adão cuspiu uns caroços de melão (a maçã ainda não tinha sido provada): - Ah, é muita regrinha, muito mimimi, muita limpeza, tudo que eu gostava de fazer, agora ela chama de machismo.... Me desculpe, Senhor, mas isto aqui virou um inferno! O Senhor coçou a barba: - Tem uma saída... A gente arranja um pretexto, expulso vocês do Paraíso e lá fora você passa a mandar em tudo. Adão balançou a cabeça: - Tô nessa - prefiro ter que trabalhar do que aguentar essa mulher o dia todo! Então, o Senhor disse: - Chama a serpente. E o plano de Deus-Adão-Serpente vinha dando certo, pelo menos até recentemente. Nós homens herdamos uma poderosa estrutura de dominação masculina desde as primeiras comunidades humanas e praticamente todas as culturas e civilizações são ou foram controladas pelos homens, desde nossa vida como caçadores coletores até as socie...