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Mostrando postagens com o rótulo morte

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O artista

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Descartável

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Mesmo com a face escondida pela máscara e óculos especiais, a voz tensa do jovem médico mostra a sua apreensão quando me diz que “precisamos sedar o senhor para melhorar sua ventilação, vamos entubar”. Ele percebe meu olhar de pânico em meio à intensa falta de ar, o que me dificulta pedir para me despedir da minha família, para, pelo menos, gravar um vídeo, pois soube que algumas pessoas fizeram isso. Ele tenta me acalmar, “vai correr tudo bem, o senhor não tem fator de risco importante, está com cinquenta e seis anos, não usa qualquer medicamento e estava trabalhando aqui conosco, até recentemente”.  Sim, há poucos dias eu estava cuidando de uma senhora que faleceu neste mesmo leito em que agora me encontro. Surgem alguns pensamentos de arrependimento por ter recusado a oportunidade de interromper meu trabalho dentro do hospital, quando a epidemia se agravou. No entanto,  tive vergonha de não continuar na linha de frente por causa d a longa experiência que adquiri com...

O que importa no final? (texto e vídeo)

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Minha neta Rosa, de sete anos, voltou da escola perguntando-me como era morrer. Respondi que não tinha experiência própria (ela deu uma risadinha), mas eu supunha que seria uma espécie de sono profundo do qual a gente não mais acorda. Mas ela queria saber de que forma se morre, “tipo assim rápido ou devagar...” Disse-lhe que existem muitas maneiras diferentes de morrer, algumas de repente, num acidente de carro, por exemplo, outras lentas, de velhice ou de uma doença grave, quando o corpo vai parando de funcionar, o cérebro, o coração... Comentei que a maioria das pessoas atualmente morre somente depois de ter vivido muitos anos. Na nossa família, por exemplo, quase todas as pessoas que morreram já estavam bem velhinhas. Meu avô Ernesto, por exemplo, estava na casa dos noventa anos e muito fraco e magrinho, quase sem forças para se levantar da cama e precisava que minha avó Maria o alimentasse levando pequenas colheradas de sopa até sua boca. Num dia, vovô conteve o braço da ...

Ligações afetivas

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Vesperança - ilustração para um desenho

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A noite se aproxima e não encontrei ainda qualquer destino. Se voltasse, não haveria mais luz por onde o tempo passou. Se corresse adiante das sombras, seria alcançado mais exausto em outro nenhum lugar. Se fechasse os olhos, antecipando a escuridão, não veria o fim?

Venha descobrir porque a vida é uma piada diante da morte

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Se você não tiver nada melhor para fazer, venha conversar sobre cartum e humor comigo, hoje à noite no auditório do Conselho Regional de Medicina, na Rua Timbiras 1200, de frente para a Igreja da Boa Viagem.