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Mostrando postagens com o rótulo cultura

A Globo: feudo ou fábrica de cultura, sonhos e ilusões?

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Acabo de ler  “ A Globo – Concorrência (1985-1998) ”, um livro que traz parte importante da nossa história recente, o segundo volume da trilogia sobre a maior empresa de comunicação do Brasil, escrita por Ernesto Rodrigues, nascido em Lambari, no Sul de Minas, jornalista, professor de jornalismo e que fez parte da Rede Globo durante 15 anos como editor e executivo de telejornais. Por uma feliz casualidade, Ernesto também é meu irmão, o que não me impede de dizer que é um livro fascinante sobre os bastidores dos mecanismos pelos quais a vida de cada pessoa neste país vem sendo influenciada pela Rede Globo em seus desejos, ideologia, sonhos e votos. São quase 700 páginas de informações - solidamente documentadas e apresentadas na forma de entrevistas, diálogos e relatos na primeira pessoa, que foram trabalhadas durante os últimos 7 anos (ia dizendo sete insanos) passando pelo rigoroso crivo profissional do mano querido. Seu estilo jornalístico procura trazer a verdade sobre fatos...

Haddad, a rainha e eu

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Fernando Haddad, essa pessoa doce e político admirável, que nas horas vagas é também um intelectual muito culto, escreveu o livro chamado “ O terceiro Excluído ”, no qual ele defende que “a tribo (ou nação) e a religião não apenas têm a linguagem como pressuposto, mas também são decorrência de como as culturas revoluem”. Isso mesmo, o verbo revoluir foi inventado por ele para distinguir o surgimento de diferentes culturas da maneira como se processa a evolução biológica. Lendo o Haddad e lembrando-me do cruel colonialismo racista inglês, mas incapaz de fugir do noticiário, insuportavelmente piegas, sobre o funeral da rainha, fiquei pensando como este espetáculo fúnebre de mídia (- Puta case de investimento em turismo, mêu! – diria o Duvivier) demonstra a hegemonia da língua-nação-religião anglo-saxônica cristã supremacista branca. Foram inumeráveis os depoimentos de pessoas brancas (britânicas ou não) às lágrimas, revelando seu amor (próprio) pela rainha, a quem agradecem por tudo que ...

Radicalizar a igualdade

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  Para Anna Bárbara [1] Em tempos difíceis, temos que aprofundar, radicalizar nossos objetivos, pois a moderação anterior pode ser parte do caminho que nos trouxe até a crise. Se acreditamos que nossos problemas decorrem da forma injusta como organizamos o mundo, e estamos convencidos de que é necessária a igualdade de direitos entre as pessoas, defender os direitos das mulheres deve ser nossa prioridade, a pauta primordial: combater a mais antiga e entranhada das dominações, o machismo. Há milhares de anos, antes mesmo da invenção da propriedade privada, da família e do Estado, os homens já mantinham (pela força física) uma divisão de tarefas nas quais a parte mais pesada sempre coube às mulheres. O trabalho das mulheres, desde as caçadoras coletoras até nossas companheiras atuais, com sua tripla jornada, é muito mais prolongado, desgastante para a saúde, e com maior dispêndio de energia do que o trabalho dos homens, incluindo a fundamental gestação das novas gerações, apesar d...

Dia a dia das Crianças

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