A Globo: feudo ou fábrica de cultura, sonhos e ilusões?
Acabo de ler “ A Globo – Concorrência (1985-1998) ”, um livro que traz parte importante da nossa história recente, o segundo volume da trilogia sobre a maior empresa de comunicação do Brasil, escrita por Ernesto Rodrigues, nascido em Lambari, no Sul de Minas, jornalista, professor de jornalismo e que fez parte da Rede Globo durante 15 anos como editor e executivo de telejornais. Por uma feliz casualidade, Ernesto também é meu irmão, o que não me impede de dizer que é um livro fascinante sobre os bastidores dos mecanismos pelos quais a vida de cada pessoa neste país vem sendo influenciada pela Rede Globo em seus desejos, ideologia, sonhos e votos. São quase 700 páginas de informações - solidamente documentadas e apresentadas na forma de entrevistas, diálogos e relatos na primeira pessoa, que foram trabalhadas durante os últimos 7 anos (ia dizendo sete insanos) passando pelo rigoroso crivo profissional do mano querido. Seu estilo jornalístico procura trazer a verdade sobre fatos...