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Mostrando postagens com o rótulo armas

O dia em que lutei contra Napoleão

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Eu não sabia que ainda viveria mais 70 anos, mas minha vida parecia plena naqueles últimos acordes da Abertura 1812 de Tchaikovsky, que meu pai me fizera ouvir enquanto descrevia vividamente as cenas que ele imaginava estarem sendo representadas nos diversos momentos daquela música. Com uma das mãos empunhando uma batuta imaginária, ele regia a orquestra que inundava de sons majestosos a biblioteca de nossa casa, emanados do disco de vinil vendido pela revista norte-americana Reader’s Digest. Papai alternava sua narrativa com breves assobios acompanhando a melodia. Veja, meu filho, no começo, o coral de vozes dos padres ortodoxos com suas longas barbas... eles cantam pedindo a deus que salve sua querida Rússia do avanço implacável do imperador francês, o Napoleão, aquele que traiu a Revolução Francesa... agora, ouça, surgem ao longe as cornetas do poderoso exército francês se aproximando, com alguns toques do hino da França, a Marselhesa. A melodia agora se apressa agitada como a not...

De volta ao cercadinho

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Tiro ao negro

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Esta foto divulgada pelo governo Bolsonaro precisa ser compreendida: seria um homem, provavelmente branco, suficientemente rico para comprar um rifle com mira telescópica, defendendo um matagal pegando fogo, postado ali para afastar agentes do Ibama ou lavradores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra? Onde está o agricultor? Não há lavoura, não há alimentos à vista, não há terra preparada para ser semeada. Talvez haja covas preparadas fora do nosso campo de visão, não para sementes, mas destinadas a ocultar corpos de possíveis “invasores”. Esta foto, transformada em plataforma ideológica pela Secretaria de Comunicação da Presidência, atinge vários alvos. O primeiro deles, ideológico, é o fazendeiro branco, que se sente autorizado a matar seres humanos para proteger as terras que ocupa, muitas delas compradas de grileiros que invadem reservas florestais impulsionados pelo vale-tudo no campo proclamado pelo presidente genocida. A autorização institucional para a violência é o primeiro...

Munição de ninguém

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Compartilho o texto da INTERCEPT BRASIL sobre o projeto de lei de Jair Bolsonaro para acabar com a marcação obrigatória das munições (  VER AQUI  ) A quem interessa acabar com a numeração de munições no Brasil? Ao crime, com certeza, sim. Pois é exatamente isso que o deputado Alexandre Leite, do DEM paulista, está tentando fazer: ele defende um projeto de lei que prevê eliminar a regra que obriga polícias e Forças Armadas a comprarem munições com marcação de lote. A marcação é isso aqui: O cartucho acima, por exemplo, nós recolhemos quando rodamos as ruas do Rio depois de tiroteios . Ele é do mesmo lote que matou Marielle. Como sabemos? Ora: porque a marcação existe. Qual o impacto real da extinção dessas numerações? Imagine que poderíamos simplesmente deixar de saber, por exemplo, que as balas que mataram Marielle Franco e Anderson Gomes vieram de um lote vendido para a Polícia Federal em 2006 . E que as balas desse mesmo lote também foram usadas na maior chac...

Teoria da Involução

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Milícia Rodoviária

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Álbum de família

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Pátria armada, salvem-me, salvem-me!

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Um assassino incomoda muita gente. Dois assassinos incomodam muito mais. Três assassinos atacam uma escola, Quatro assassinos aprendem como faz. Cinco assassinos formam a milícia, Seis assassinos elegem o capataz.  Sete assassinos trabalham com a polícia, Oito assassinos matam quem é da paz. Nove assassinos apoiam o presidente Dez mil eleitores são mortos a mais.

Adeus às armas

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Para Eduardo Gontijo, colega de geração, e meus genros, uma nova. A babá adolescente colocou minha filha caçula com alguns brinquedos sobre a cama de casal e em passiva presença procurou algo para se distrair. A gaveta entreaberta na mesinha de cabeceira deixava à mostra a pistola automática que eu ali mantinha carregada. A babá pegou a arma e começou a fuçar, movendo a trava de segurança sem saber que havia munição no compartimento de disparo. Na paranoia de que alguém pudesse entrar em casa ameaçando minha mulher e filhas, eu deixava uma bala na agulha para precisar de menos tempo para atirar, caso necessário. Aquela Beretta 635 era minha terceira arma: a primeira, uma cartucheira calibre 32, fora presente de meus pais que implorei a eles quando completei onze anos de idade. Em 1960 isto não era absurdo, pois meu avô possuíra várias armas, assim como meu pai, meus tios, enfim, todos os homens que eu conhecia eram donos de, pelo menos, uma espingarda de caça. De posse da cartu...

Arquimerdas

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Previsão do crime para 2018: mais 50 mil mortes

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NEW (R)AGE

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