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Mostrando postagens com o rótulo Stalin

O homem que amava os cachorros - e a cadelinha Resistência

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Pensei em me aposentar de tudo relacionado à política ao terminar de ler o livro de Leonardo Padura “ O homem que amava os cachorros ”. Três coisas mudaram minha decisão: as conversas com pessoas queridas, um poema de Maiakovski - cantado pela Gal Costa - e a cadelinha Resistência, que subiu a rampa do Palácio do Planalto com Lula, ontem. O romance de Padura, baseado em fatos, fez-me sentir profundamente velho e desiludido com a humanidade, sentimento este compartilhado com um dos personagens do livro nos seus 58 anos, o líder comunista Liev Davidovitch, o Trotsky, depois de quase uma década de exílio forçado pelos stalinistas, segundo nos relata o escritor cubano. Como sabem aqueles que estudaram um pouco de História, Trotsky foi assassinado no México, em 1940, por Ramón Mercader, um jovem espanhol comunista que foi recrutado durante a Guerra Civil Espanhola para se tornar agente secreto a serviço de Stalin, o ditador que dominou a união soviética - e os partidos comunistas em todo o...

Um mundo sem guerra é sonho ou projeto político?

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Sim, Francisco, você tem razão: ler Domenico Losurdo mexe profundamente com nossa cabeça. Andei lendo três dos vários livros deste filósofo e historiador italiano, que morreu em 2018, aos 76 anos, depois de se tornar um dos maiores estudiosos do pensamento do comunista Antônio Gramsci . No primeiro livro, “ Marxismo ocidental ”, aprendi com Losurdo que nós, marxistas ocidentais, temos adotado uma expectativa messiânica sobre a construção internacional do socialismo e desprezado as conquistas obtidas nas lutas anticoloniais, como as revoluções na Rússia, China, Vietnã, Cuba e outras no continente africano, que precisaram adaptar as teorias marxistas às condições históricas objetivas que encontraram para conseguirem sobreviver ao ataque destruidor das forças capitalistas e imperialistas. No livro “ Stalin ”, também surpreendente, o filósofo italiano realiza a proeza de reconstituir historicamente a figura do principal dirigente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, contextuali...

Igualdade ou liberdade, um falso conflito?

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Minha filha Luiza emprestou-me “ Marxismo ocidental ”, do italiano Domenico Losurdo (1941-2018), o pensador indicado pelo Jones Manuel para o Caetano Veloso, que o fez deixar de ser, segundo nosso poeta tropical, “aquele liberaloide de antes”, numa entrevista que desconcertou Pedro Bial . Foi uma grata surpresa, pois Losurdo mostrou-me um novo olhar histórico sobre as lutas socialistas do último século. Na minha juventude, em plena ditadura militar, tomei consciência das injustiças sociais e compreendi a lógica da exploração capitalista quando li O Capital de Karl Marx . No passo seguinte, abracei o ideal marxista da revolução socialista internacional e, naquela época, as ideias de Leon Trotsky pareceram-me as mais corretas. Quando percebi que as revoluções comunistas soviética, chinesa, vietnamita e cubana (entre outras) haviam caminhado para uma forma de nacionalismo mais do que uma revolução socialista, lastimei que aquelas revoluções haviam se desviado do ideal revolucionário ...

A outra margem do conflito

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  É mesmo difícil escolher um dos lados na guerra iniciada pelos russos contra os ucranianos, se ficarmos pensando na ambiguidade dos personagens envolvidos, como sugere o texto bem humorado do jornalista Moisés Mendes. Mas o conflito se torna mais compreensível, quando percebemos aquilo que muitos dos protagonistas têm em comum: a desconstrução da democracia. Além do apoio aos russos, há mais pontos de união entre bolsonaristas, que se dizem de direita, e certos grupos, que se dizem de esquerda, do que a gente imagina. Vou personalizar estes dois supostos polos com os nomes de Hitler e Stalin. Hitler desconfia da democracia pois a considera corrompida por leis que ameaçam os princípios da tradição, família e propriedade. Stalin, por outro lado, acha a democracia dominada pela grana da burguesia, muito lenta e incapaz de acabar com as desigualdades econômicas e sociais. Hitler defende governos fortes, ditaduras militares e autocracias exercidas pela elite econômica em benefício da...

Pohermético

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