Ao mestre, com gratidão
Acabo de ler A Caravela, do meu professor de quadrinhos e de história do Brasil, compadre, amigo e irmão de nanquim, o Nilson Azevedo, que carinhosamente me enviou um exemplar (no sentido mais profundo do termo) do seu livro. Esta edição d’ A Caravela (2022) é uma pequena amostra do humor e da alma deste cartunista pleno, o primeiro que conseguiu sobreviver do trabalho de cartunista nas terras de Minas sem se mudar para o Rio ou São Paulo, quando a cultura brasileira era (e continua sendo) colonizada pelos norte-americanos , mas também subcolonizada pelos cariocas e depois pelos paulistas. Basta lembrarmo-nos de alguns dos artistas mineiros que precisaram migrar para o Rio, como Drummond, Guimarães Rosa, Otto Lara Rezende, Fernando Sabino, Borjalo, Ziraldo, Henfil e Nani e por lá ficaram. Depois da ousadia do Nilson, permanecemos, seus discípulos, reunidos em Minas em torno de projetos regionais de resistência contra a ditadura, como o Humordaz, o Grupo Mineiro de Desenho, os Ca...