Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Maria Helena Carneiro Catunda

Os dias se tornam assim

Imagem
  Para tia Maria Helena e Régis Gonçalve s A guerra distante na curva do mundo despeja destroços no nosso jardim. A espera pelo câncer inevitável rompe antes as veias do coração. O corpo ardendo por intimidade torna as mãos frias e úmidas. Uma aldeia envenenada pelo mercúrio contamina todo o futuro. Quando poetas se despedem, ficamos órfãos das palavras capazes de inventar outro amanhecer. Desacordo.

Crítica e construtiva

Imagem
  Maria Helena Carneiro Catunda disse-me que os versos de “ Um dia antes ”, que postei aqui há algumas semanas, não têm rima nem melodia. Pedi-lhe explicações sobre como poderia ter sido feito e ela se dispôs a tentar consertar o que eu escrevera. Caso ela conseguisse, combinamos que eu postaria sua versão. Depois de alguns dias, emocionado, recebi pelo correio uma carta escrita à mão, com sua versão para o poema. Transcrevo abaixo. “Querido Luiz Oswaldo, Aí vai o seu Poema. Fiz o que pude. Procurei manter o assunto que você expressou no título. Procurei também dar coerência entre as estrofes. Para estabelecer a harmonia (que é imprescindível na poesia e para a qual as rimas ajudaram), tive que mudar mais palavras do que desejava. No mais, penso que ficou bom. Sempre às ordens.” Antes um dia Que teria feito eu se soubesse antes um dia; e mais ninguém percebeu, que você nos deixaria? Deixado a torneira aberta, desligado o celular, faria todo o possível para seu plano falhar. ...