Símbolos concretos
Para colegas de remo Ainda que legalmente válida, a viagem de Lula para a conferência do clima no Egito a bordo de um jato particular – veículos extremamente condenados como grandes poluidores pelos ambientalistas – na companhia do proprietário do avião - um empresário da doença, já condenado por corrupção e que devolveu milhões de reais aos cofres públicos - parece-me um erro ético duplamente simbólico. Primeiro, por deixar uma pegada de carbono desnecessária e contrariar o próprio espírito da preservação do ambiente do evento internacional. Segundo, mas não menos importante, por novamente estreitar relações de favorecimentos com o empresariado milionário que corrompe a máquina pública. É no dia a dia, passo a passo, que o presente se transforma em futuro e quaisquer desvios de poucos centímetros à direita hoje podem representar abismo intransponível algum tempo adiante. A ética pública não é assunto menor, não é bobagem dos ingênuos ou puristas e nem alimento para a direita, ma...