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Genocídio e terrorismo nunca mais!

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  O texto do amigo Eduardo Gontijo provocou algumas reações compreensíveis, dizendo que esquecemos de mostrar as atrocidades dos terroristas do Hamas. Sim, NÃO PODEMOS esquecer os crimes hediondos cometidos pelo Hamas!!  Nossa resposta é a charge acima. O grupo Hamas não é o mesmo que o povo palestino e o Estado de Israel não é o mesmo que o povo judeu. Mais uma vez, é preciso ouvir a opinião do Ilan Pappe (JUDEU e professor de História de Israel na Inglaterra) que mostra como o Estado de Israel se faz confundir com o povo judeu e toda oposição à política militarizada de Israel é declarada antissemita pelos sionistas. Genocídio cometido por Israel e terrorismo cometido pelo Hamas NUNCA MAIS!  

Gaza, o escândalo da dor e os labirintos da identidade - compaixão versus acusação

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  Por Eduardo Gontijo  Nenhum acontecimento recente expôs com tanta dramaticidade o abismo ético e moral da nossa época quanto as imagens de Gaza, transmitidas pelas redes sociais e pelos noticiários de TV: crianças com rostos e membros mutilados, mulheres implorando por água e por uma porção de comida, idosos tateando entre os escombros de moradias à procura de restos de familiares. A dor palestina, exibida em milhões de telas, parece ter reacendido – através de incontáveis manifestações em várias partes do mundo – aquilo que deve ser o núcleo ético e político mais antigo do homo sapiens — a compaixão – sem a qual nenhuma comunidade humana pode sobreviver. “O rosto do outro me obriga”, escreveu Emmanuel Levinas – o maior filósofo judeu depois de Martin Buber – em sua obra Totalidade e Infinito. Para Levinas, não há nenhuma mediação ideológica nesse gesto ético inaugural, primordial. Antes de qualquer cálculo político ou racional, o rosto e olhar do outro nos convocam – pelo m...

Adeus às armas

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Para Eduardo Gontijo, colega de geração, e meus genros, uma nova. A babá adolescente colocou minha filha caçula com alguns brinquedos sobre a cama de casal e em passiva presença procurou algo para se distrair. A gaveta entreaberta na mesinha de cabeceira deixava à mostra a pistola automática que eu ali mantinha carregada. A babá pegou a arma e começou a fuçar, movendo a trava de segurança sem saber que havia munição no compartimento de disparo. Na paranoia de que alguém pudesse entrar em casa ameaçando minha mulher e filhas, eu deixava uma bala na agulha para precisar de menos tempo para atirar, caso necessário. Aquela Beretta 635 era minha terceira arma: a primeira, uma cartucheira calibre 32, fora presente de meus pais que implorei a eles quando completei onze anos de idade. Em 1960 isto não era absurdo, pois meu avô possuíra várias armas, assim como meu pai, meus tios, enfim, todos os homens que eu conhecia eram donos de, pelo menos, uma espingarda de caça. De posse da cartu...