Não quero mais matar alguém
Depois de meses de terrorismo de estado e de uso da máquina pública a favor de Bolsonaro, veio o domingo e ele perdeu as eleições - porque teve menos votos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do que recebera em 2018 - e Lula liderou - com a alegria do Nordeste - a maior votação da história concedida a uma frente ampla em defesa da democracia. No meu choro, ao final da apuração, havia desabafo, exaustão e a percepção de que eu não mais morreria em breve - de bala, raiva ou definhamento, - como vinha sentindo que aconteceria, se tivesse que enfrentar mais quatro anos de destruição social bolsonarista. Vivemos nestes últimos anos uma política de terra arrasada – literalmente – da extrema direita, tão violenta e absurda que continuo perplexo sobre como é possível alguém apoiar o projeto bolsonarista. Por isso, tenho tentado entender esse apoiador, encontrar alguma justificativa – psicológica, sociológica, econômica, psiquiátrica, o que for - que o conserve aos meus olhos como um ser ainda perte...