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Crítica e construtiva

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  Maria Helena Carneiro Catunda disse-me que os versos de “ Um dia antes ”, que postei aqui há algumas semanas, não têm rima nem melodia. Pedi-lhe explicações sobre como poderia ter sido feito e ela se dispôs a tentar consertar o que eu escrevera. Caso ela conseguisse, combinamos que eu postaria sua versão. Depois de alguns dias, emocionado, recebi pelo correio uma carta escrita à mão, com sua versão para o poema. Transcrevo abaixo. “Querido Luiz Oswaldo, Aí vai o seu Poema. Fiz o que pude. Procurei manter o assunto que você expressou no título. Procurei também dar coerência entre as estrofes. Para estabelecer a harmonia (que é imprescindível na poesia e para a qual as rimas ajudaram), tive que mudar mais palavras do que desejava. No mais, penso que ficou bom. Sempre às ordens.” Antes um dia Que teria feito eu se soubesse antes um dia; e mais ninguém percebeu, que você nos deixaria? Deixado a torneira aberta, desligado o celular, faria todo o possível para seu plano falhar. ...

Eu sou um velho

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  Eu sou um velho, me diz você. E me intriga essa identidade. Me dissesse: sou um médico, sou um avô, sou de esquerda, sou sensível, eu entenderia. Mas estes, definidos por suas ações, vontades e coletividades, se distinguem daquele, velho, por sua generalidade. Como se, ao ser testemunha do tempo, e só por isto, já fosse. Eu sou um velho, me diz você. E me questiono o que devo adicionar ao sujeito que diz. Onde mudar, ponderar ou aceitar. Velho como definição por contraste, por falta ou por excesso; oposto do novo ou do jovem? Observo os que compartilham minhas décadas: alguns como você, alguns como eu, alguns como ninguém. Procuro nas velas do bolo o que separa o agora                                                                             ...

Poema Roseano

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o olho que me procura sempre vai tar la so falta  eu esperar Reproduzidos com autorização da Rosa Ontem, Rosa (7 anos de idade) fez este desenho e seu poema correspondente (ou ao contrário), enquanto brincava com seus primos Francisco e Antônio. Poemas, como cartuns, não podem ser explicados, pois o seu desvelamento racional desconecta as tênues ligações mágicas que eles estabelecem entre nossos pensamentos mais profundos. Posso apenas falar de meu sentimento diante dele. Há alguns dias decidi nada ouvir de política, afastei-me de qualquer tipo de noticiário, assim como dos comentários na internet e nas redes sociais, porque estava ficando cada vez mais ansioso com a epidemia de ódio que invade os pontos vulneráveis do meu coração. A raiva contra a destruição da natureza e contra o desmantelamento do estado de direito não atinge os alvos desejados e retorna como um bumerangue para envenenar minha alma. Sou pautado diariamente por aquilo que um grupo no poder quer que eu con...