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Na brecha da esperança

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Há 20 anos era possível alguém prever o que estamos vivendo hoje? Provavelmente não, e é justamente nesta imprevisibilidade do futuro que reside a esperança. Há algumas semanas fiz o desenho acima, tomado pela tristeza diante do crescimento de casos da variante ômicron na pandemia de COVID, assolado que estava pelo sentimento depressivo de que, como idoso, continuaria indefinidamente no distanciamento social, apesar das subsequentes doses de vacinas representadas nas marcas desesperançadas na parede da minha cela doméstica. Dias depois, Jorge Sette e eu conversávamos sobre o futuro do atendimento em saúde no Brasil. Ele é médico e especialista em gerenciamento de saúde e fundamentou com números impressionantes a sua opinião de que temos um futuro preocupante pela frente, no qual as instituições financeiras multinacionais continuarão a absorver os planos de saúde, agravando a verticalização no atendimento médico, aumentando a exploração dos médicos e pacientes, até se tornarem empresas ...

Dez ilusões e muitos crimes

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Enquanto este general mandava cloroquina para Manaus para tratar COVID , esta criança yanomami (abaixo) morria aos poucos por falta de cloroquina para a malária, medicamento que deveria ser distribuído pelo mesmo general incompetente e covarde (fugiu da CPI para não ter que enfrentar as provas de seus crimes). Ver aqui   a matéria completa na Folha de São Paulo

O erro generalizado

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Alguns colegas médicos, não importam seus nomes ou titulações, defenderam publicamente que “na guerra contra o coronavirus, provavelmente a melhor opção tenha sido indicar um militar para comandar o ministério da saúde”, porque ele entenderia de guerra. Se este comentário estivesse sendo feito durante ou após a “vitória” do tal comandante sobre as forças viróticas inimigas, teríamos que concordar ou pelo menos dar um voto de confiança diante do desfecho. No entanto, neste momento em que atingimos 80 mil mortos pela COVID-19 e somos o país com a mais alta taxa de mortalidade por dia, é uma afirmação que precisa ser analisada com cuidado. A lógica destes colegas médicos é de que estamos numa “guerra” contra o vírus. Esta concepção militarizada dos problemas de saúde e sociais é bastante comum entre nós, como a guerra às drogas e guerra contra o câncer. Este olhar costuma nos levar a adotar soluções incoerentes com o verdadeiro processo diante dos nossos olhos. O vírus não quer nos de...

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Depois da PEC do Temer

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Observação: Esta charge é de 1997, governo FHC

A famosa convulsão social

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Ando procurando meus cartuns que fiz sobre o SUS para conferir a impressão que tenho hoje de que ao longo de minha vida andei reproduzindo o discurso da elite e da classe média (especialmente médica) de desqualificação da saúde pública em proveito da privada. Nesta busca, deparei-me com este cartum de 1990, logo no começo do governo Collor, que publiquei no jornal Diário Popular (São Paulo). O cinismo da elite brasileira parece intacto há 26 anos.

A saúde é um ato político?

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