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Mostrando postagens de novembro, 2024

Impressões

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Registro pra história

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Temos escolha?

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  Meu último post gerou dezenas de comentários com ideias semelhantes, o que aliviou minha solidão nestes tempos tensos em que sobrevivemos. Em especial, agradeço o texto do amigo e colega Carlos Starling.  Do outro lado do silêncio reflexivo de outras pessoas, duas dúvidas principais surgiram: qual meu conceito de democracia e qual o grau de escolha do terrorista bolsonarista que se matou no atentado em Brasília. Democracia, para mim, é a igualdade de direitos e deveres. Democracia como uma finalidade em si, e não apenas um meio de se chegar ao poder. Utopia, sim, mas é por elas que nos movemos.  A partir desta definição, básica, fundamental, ponto de partida, podemos conversar sobre quais são os direitos e os deveres e como podemos chegar lá. E haverá diversos caminhos, todos legítimos, embora alguns possam se revelar mais corretos, mais justos ou apenas mais possíveis. Antes de falar sobre o grau de responsabilidade do terrorista, reafirmo que espero que todas as...

Porque apaguei a charge de ontem

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Amedrontado pelo atentado a bomba cometido por um bolsonarista em Brasília, - sendo o medo e a bomba dois resquícios da ditadura militar - criei e postei neste blog uma charge criticando o terrorista e não suas ideias.  Por mais que eu condene a ideologia que conduziu essa pessoa transtornada ao seu ato extremo, tentei compreender as possíveis causas para seu gesto insano. Qual o grau de sanidade mental que ele possuía? Quantas fake news foram suficientes para ativar sua paranoia alimentada na baixa instrução e na pobreza econômica, social e cultural? Qual algoritmo das redes sociais capturou sua atenção obsessiva transportando-o para dentro de uma das bolhas dos radicais como ele, estacionados na frente dos quartéis e invadindo a Praça dos Poderes em janeiro de 2023? Quantos discursos populistas ele precisou ouvir para minar totalmente sua confiança na justiça e na democracia? Quanto ódio foi instilado nele por falsos salvadores da pátria para que seu autocontrole te...

Dois irmãos sob OSOL

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  É um duplo prazer estrear minhas artes no OSOL no mesmo dia em que o primeiro volume publicado da trilogia do meu irmão, o jornalista Ernesto Rodrigues, sobre a Globo, é matéria de capa ( ver aqui edição completa e a análise do Alberto Villas). Acompanhei nos últimos cinco anos o trabalho cuidadoso, minucioso e obcecado pelos fatos que o Ernesto realizou para desvelar uma parte da história do Brasil ao nos contar a trajetória, nos últimos 60 anos, da maior empresa de comunicação brasileira desde a invasão portuguesa nas caravelas de Cabral. Não bastasse a imensidade (ia dizendo insanidade) de dados que Ernesto reuniu em planilhas gigantescas, seu estilo literário nos intriga e mantém agarrados à leitura, totalmente hipnotizados pelo entrelaçar das histórias pessoais dos entrevistados nas tramas do jornalismo, das telenovelas, dos assuntos comerciais e da macropolítica nacional.  Como disse o Villas, é uma obra definitiva para a compreensão da história do Brasil.   ...

Os finados e os esquecidos

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  Inspirado no texto emocionante “ Do pânico ao esquecimento: três anos da CPI da Pandemia” da Deisy Ventura, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP (ver aqui: https://jornal.usp.br/articulistas/deisy-ventura/do-panico-ao-esquecimento-tres-anos-da-cpi-da-pandemia/ )