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Mostrando postagens com o rótulo nazismo

Chocolate amargo

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  Queridos jovens amigos Francisco e Daniel. Sei que recebem minhas publicações, por isso espero que sua Páscoa amanhã seja um momento de conforto e alegria, já que esta data representa uma passagem na vida, como aprendi desde cedo. Vocês sabem que estamos numa travessia difícil e ainda não temos noção de quanto tempo ainda sofreremos antes de desfrutarmos a paz tão desejada. Ainda assim, gostaria de oferecer a vocês algumas esperanças, como se fossem chocolates, como símbolos deste momento. Espero que a pandemia termine logo, interrompendo a contagem de centenas de milhares de vidas perdidas, número que já se tornou incompreensível para nossa mente, que é incapaz de lembrar pouco mais do que algumas dezenas de nomes. Espero que possamos reunir sobreviventes para resistirmos ao vírus e aos seus aliados bolsonaristas, aqueles que produzem um genocídio ao defenderem interesses econômicos e políticos em benefício do lucro das grandes corporações. Desejo que a pobreza e a miséria seja...

#somostodosaroeira

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Vamos trazer a garotada de volta?

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Uma das músicas que mais me emocionam no “The Wall” cantada pelo grupo Pink Floyd é a “Bring the boys back home” (Tragam os rapazes de volta para casa, inspirada numa canção de Freda Charcilia Payne composta contra a guerra do Vietnã – VER AQUI   ). A música do Pink Floyd é uma marcha acompanhada por uma banda militar e um coro de centenas de pessoas, num grito pungente pela paz e pela volta ao lar de milhares de jovens soldados que estavam sendo mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Esta canção tem vindo à minha mente com frequência nos últimos tempos, desde que uma de minhas filhas se mudou com a família para o Canadá, para fugir da recessão econômica, do machismo explosivo e da violência política personificada no assassinato de Marielle Franco (e na mutilação da sua imagem, que continua impunemente desde a quebra da placa com seu nome até esta semana – VER AQUI   ). Somente na minha família, na geração de minhas filhas, entre os treze primos e primas de ...

Os nazistas cercaram Jesuânia

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Eles chegariam pelo lado do velho açougue, perto da ponte sobre o rio Lambari, eu tinha certeza, desde meus cinco anos quando vi meus primeiros filmes sobre a guerra que havia acabado de acontecer em todo o mundo.  Num dia qualquer eles viriam por detrás dos montes do outro lado do rio e veríamos inicialmente a ponta dos canhões rasgando o céu e em seguida as sapatas e engrenagens poderosas por debaixo dos tanques de uma divisão Panzer, que avançaria em nossa direção esmagando qualquer coisa em seu caminho, e em seguida seríamos todos presos num campo de concentração.  Mesmo tendo sido derrotados pelos americanos, aparentemente sozinhos nesta missão heroica nos filmes que eu assistira, eles me pareciam tão malvados que se sobrasse apenas um deles – fugindo para o Brasil e morando num sítio qualquer perto de São Paulo, por exemplo, - seria o bastante para arregimentar milhões novamente à caça de judeus e outras pessoas, - mesmo aquelas que no catecismo me ensinaram que não ha...