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Mostrando postagens com o rótulo caricaturas

Onde está o Álvaro?

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  Imagine estar presente na sala em que Xi Jinping e Vladimir Putin decidem os próximos passos na invasão da Ucrânia e, por algum motivo fortuito, você acaba se tornando uma peça fundamental no destino da humanidade. Você teria tudo para se tornar um dos personagens que o jornalista (e amigo) Álvaro Nascimento reuniu no seu último livro “Incógnitos”. São dez figuras interessantíssimas, reunidas num estilo entre o documentário e a ficção, que garante uma leitura envolvente e repleta de informações históricas cuidadosamente recolhidas pelo Álvaro. Não se consegue parar de ler cada capítulo, à espera do desenlace da história humana de cada personagem, ainda que saibamos o final da História. Conhecendo o autor e sua trajetória jornalística e política, obtive uma satisfação extra na leitura, pois fiquei tentando descobrir em cada história: onde estaria o Álvaro? Certamente podemos identificar o militante, o jornalista, o brasileiro apaixonado pelo nosso país, o democrata visceral em ca...

Movimentos contra a vacina, humor e corpos em libertação

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Quem se surpreende com a existência de pessoas que são contra as vacinas, em pleno século 21, talvez possa compreender melhor o porquê desta postura negacionista lendo o livro da professora Myriam Bahia Lopes [i] sobre os movimentos antivacinas ocorridos em Londres e no Rio de Janeiro nos séculos 19 e 20, respectivamente. Na pesquisa que realizou para seu doutorado, ela procurou entender as razões dos grupos que se opunham à vacina contra a varíola, assim como tentou captar os sentimentos populares da época a respeito da vacinação, analisando as caricaturas publicadas sobre o assunto. Agradeço à Myriam a gentileza de me enviar seus dois livros recentemente publicados: “Corpos inscritos” (2020) e “O humor contra a violência” (2018), os quais recomendo a quem deseja compreender melhor as pessoas que são contra as vacinas e o papel dos humoristas e cartunistas na luta contra a violência. Em “Corpos inscritos”, dentro do conceito de John Stuart Mills de que “aquele que conhece apenas o s...

Estudo para a caricatura de Fabrício Queiroz

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Morro, mas não digo quem é o Juiz

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Cartunista de 66 anos se comunica com crianças de 9?

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Hoje estive na Escola Maple Bear de Belo Horizonte para falar de cartuns e quadrinhos a pedido do professor de arte e colega cartunista André. Conversei com um grupo interessado de crianças em torno dos nove anos de idade, entre elas minha neta Alice, sobre tirinhas, quadrinhos, charge, cartum e caricatura, como me pediram. Primeiro, mostrei às crianças alguns quadrinhos, seis tirinhas do personagem Telinho, selecionadas ontem entre cerca de 700 publicadas na década de oitenta no jornal O Globo do Rio de Janeiro.  Aparentemente, as crianças entenderam e acharam engraçadas as tiras que reproduzo abaixo, mas elas não interpretaram as tiras como crítica, mas simplesmente como engraçadas, reforçando minha impressão de que há uma distância entre a intenção do cartunista e a percepção do espectador de outra geração. Depois mostrei a charge abaixo, sobre o desabamento de um viaduto em Belo Horizonte. Embora as crianças tenham compreendido que o viaduto desabou sobre um caro...