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Pátria armada, salvem-me, salvem-me!

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Um assassino incomoda muita gente. Dois assassinos incomodam muito mais. Três assassinos atacam uma escola, Quatro assassinos aprendem como faz. Cinco assassinos formam a milícia, Seis assassinos elegem o capataz.  Sete assassinos trabalham com a polícia, Oito assassinos matam quem é da paz. Nove assassinos apoiam o presidente Dez mil eleitores são mortos a mais.

Adeus às armas

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Para Eduardo Gontijo, colega de geração, e meus genros, uma nova. A babá adolescente colocou minha filha caçula com alguns brinquedos sobre a cama de casal e em passiva presença procurou algo para se distrair. A gaveta entreaberta na mesinha de cabeceira deixava à mostra a pistola automática que eu ali mantinha carregada. A babá pegou a arma e começou a fuçar, movendo a trava de segurança sem saber que havia munição no compartimento de disparo. Na paranoia de que alguém pudesse entrar em casa ameaçando minha mulher e filhas, eu deixava uma bala na agulha para precisar de menos tempo para atirar, caso necessário. Aquela Beretta 635 era minha terceira arma: a primeira, uma cartucheira calibre 32, fora presente de meus pais que implorei a eles quando completei onze anos de idade. Em 1960 isto não era absurdo, pois meu avô possuíra várias armas, assim como meu pai, meus tios, enfim, todos os homens que eu conhecia eram donos de, pelo menos, uma espingarda de caça. De posse da cartu...

Por que as escolas?

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Muitos já devem ter se perguntado por que as escolas são vítimas frequentes de massacres provocados por homens, geralmente jovens e brancos, geralmente ex-alunos adeptos até então ocultos de ideias elitistas e violentas? Seria porque a escola é nosso momento de transição entre a vida familiar (onde somos naturalmente protegidos e mimados como príncipes egoístas) e a vida social (que requer de nós concessões, respeito ao outro, ou seja, que nos impõe limites necessários para uma vida em sociedade)? Seria porque estes jovens assassinos foram incapazes de se socializarem na escola e então aqueles momentos ali passados se tornam o seu desafeto emocional mais traumático, levando ao sentimento progressivo de vingança violenta? Seria uma consequência da nossa sociedade individualista que valoriza o ego das crianças exageradamente na criação familiar, fazendo com que elas tenham dificuldade em aceitar os outros? Seria a escola o lugar onde o discurso familiar que valoriza a própria meritocra...