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Mostrando postagens com o rótulo violência

Machistas graças a deus

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  Para Cris e Zé Com 40 anos de atraso li o romance “ O Mulo ” de Darcy Ribeiro, escrito cerca de 30 anos depois que Guimarães Rosa publicara “ Grande Sertão: Veredas ”. Todo este tempo foi necessário para que eu pudesse compreender melhor o que está escrito nestes livros. Sem spoiler, o paralelo entre os dois personagens principais, Coronel Filó e Riobaldo, é inevitável: ambos são fazendeiros poderosos, cercados de jagunços fiéis, vivendo seus últimos dias no interior do Brasil, depois de terem passado por tempos de violência e paixões. Sabemos de suas histórias pelos monólogos que realizam, recordando suas lutas e vivências – o Mulo, apelido do Coronel Filó, - numa confissão escrita a um suposto padre, e Riobaldo conversando prolongadamente com um interlocutor da cidade, nós os leitores. Ambos os personagens são católicos e questionam seus destinos nas mãos de Deus, do Diabo, remoendo episódios cruciais de suas vidas em busca de compreensão e sentido. Apesar de estilos literário...

Movimentos contra a vacina, humor e corpos em libertação

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Quem se surpreende com a existência de pessoas que são contra as vacinas, em pleno século 21, talvez possa compreender melhor o porquê desta postura negacionista lendo o livro da professora Myriam Bahia Lopes [i] sobre os movimentos antivacinas ocorridos em Londres e no Rio de Janeiro nos séculos 19 e 20, respectivamente. Na pesquisa que realizou para seu doutorado, ela procurou entender as razões dos grupos que se opunham à vacina contra a varíola, assim como tentou captar os sentimentos populares da época a respeito da vacinação, analisando as caricaturas publicadas sobre o assunto. Agradeço à Myriam a gentileza de me enviar seus dois livros recentemente publicados: “Corpos inscritos” (2020) e “O humor contra a violência” (2018), os quais recomendo a quem deseja compreender melhor as pessoas que são contra as vacinas e o papel dos humoristas e cartunistas na luta contra a violência. Em “Corpos inscritos”, dentro do conceito de John Stuart Mills de que “aquele que conhece apenas o s...

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Quem mataram Henry?

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  Jair, o Bolsonaro, não mandou Jairinho, o Doutor, espancar e torturar até a morte o menino de 4 anos Henry. Jair, o líder de Jairinho, não precisa de mais esta morte sobre seus ombros, pois ele já carrega dezenas de milhares pela sua cumplicidade com o coronavírus. Jair é íntimo de Jairinho, pois o pai deste foi coordenador de campanha do filho daquele, Flávio Bolsonaro. Jair é amigo dos mesmos amigos de Jairinho, pertencem a uma espécie de máfia, a Cosa Deles carioca. Apesar de tudo isso, Jair, o Messias, não mandou Jairinho matar Henry. Jairinho, o covarde, matou por se sentir empoderado por Jair, o Messias, que disse que mataria seu filho se descobrisse que ele era gay. Jairinho, o Bonitão, espancou, porque Jair, o que não estupra “mulheres feias”, defende que os pais devem punir fisicamente para educar seus filhos. Jairinho, que se elegeu “fechado com Bolsonaro”, o da bancada da bala, também fechava com o Carlos, o zero-três, nas comissões e comissões na Câmara Municipal. Mas...

DEIVIDI

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Milícia Rodoviária

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Pátria armada, salvem-me, salvem-me!

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Um assassino incomoda muita gente. Dois assassinos incomodam muito mais. Três assassinos atacam uma escola, Quatro assassinos aprendem como faz. Cinco assassinos formam a milícia, Seis assassinos elegem o capataz.  Sete assassinos trabalham com a polícia, Oito assassinos matam quem é da paz. Nove assassinos apoiam o presidente Dez mil eleitores são mortos a mais.

Adeus às armas

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Para Eduardo Gontijo, colega de geração, e meus genros, uma nova. A babá adolescente colocou minha filha caçula com alguns brinquedos sobre a cama de casal e em passiva presença procurou algo para se distrair. A gaveta entreaberta na mesinha de cabeceira deixava à mostra a pistola automática que eu ali mantinha carregada. A babá pegou a arma e começou a fuçar, movendo a trava de segurança sem saber que havia munição no compartimento de disparo. Na paranoia de que alguém pudesse entrar em casa ameaçando minha mulher e filhas, eu deixava uma bala na agulha para precisar de menos tempo para atirar, caso necessário. Aquela Beretta 635 era minha terceira arma: a primeira, uma cartucheira calibre 32, fora presente de meus pais que implorei a eles quando completei onze anos de idade. Em 1960 isto não era absurdo, pois meu avô possuíra várias armas, assim como meu pai, meus tios, enfim, todos os homens que eu conhecia eram donos de, pelo menos, uma espingarda de caça. De posse da cartu...

Por que as escolas?

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Muitos já devem ter se perguntado por que as escolas são vítimas frequentes de massacres provocados por homens, geralmente jovens e brancos, geralmente ex-alunos adeptos até então ocultos de ideias elitistas e violentas? Seria porque a escola é nosso momento de transição entre a vida familiar (onde somos naturalmente protegidos e mimados como príncipes egoístas) e a vida social (que requer de nós concessões, respeito ao outro, ou seja, que nos impõe limites necessários para uma vida em sociedade)? Seria porque estes jovens assassinos foram incapazes de se socializarem na escola e então aqueles momentos ali passados se tornam o seu desafeto emocional mais traumático, levando ao sentimento progressivo de vingança violenta? Seria uma consequência da nossa sociedade individualista que valoriza o ego das crianças exageradamente na criação familiar, fazendo com que elas tenham dificuldade em aceitar os outros? Seria a escola o lugar onde o discurso familiar que valoriza a própria meritocra...

Eutimatum

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INVESTIMENTOS ONLINE

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Market price

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Hoje, Muitos,  nem todos, reconhecem O horror da escravidão. Haverá o dia Quando admitiremos O absurdo De um punhado de dólares Decidir o destino De toda a humanidade?

Sem palavras

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A pele humanoide

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  Sou admirador da nossa criatividade, mas esta nova descoberta deixou-me encantado: a pele capaz de substituir a humana original, eventualmente desgastada, ferida ou perdida. Resultado de muito tempo de pesquisas realizadas numa das primeiras startups africanas, a Human Genhome, de Nairóbi no Quênia, a nova pele possui as propriedades básicas naturais desta que todos conhecemos, mas adquiriu habilidades automáticas, inimagináveis até agora, que vão melhorar profundamente nossa vida e nossas relações com as demais pessoas. Para começar, a nova pele é idêntica, para todos os indivíduos, em sua matriz biológica, mas é capaz de reconhecer imediatamente quaisquer variações de tonalidades na cor e aparência e assume imediatamente a aparência do grupo étnico ao qual a pessoa se sente pertencente, variando de acordo com a exposição ao Sol e com as necessidades de Vitamina D de ácido fólico. Sua textura também se adapta instantaneamente às diferenças de gênero, de tal forma a se constit...
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Chuva de canivete

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A reitora e o coronel

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Esta charge foi publicada em 1993 no Diário Popular, em São Paulo, depois de uma série de chacinas, nas quais os suspeitos eram policiais militares daquele estado. O desenho foi reproduzido em outras publicações, inclusive no jornal dirigido pelo Herbert de Souza, o Betinho, irmão do Henfil, chamado Ação da Cidadania Contra a Miséria e pela Vida. A charge foi também republicada no Boletim da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o qual colaborei durante mais de dez anos. O Boletim da UFMG era de distribuição gratuita entre as pessoas da comunidade universitária, mas também era enviado a diversas autoridades e instituições brasileiras, entre elas o Congresso, a Presidência da República, etc. e também para o Comando da Polícia Militar de Minas Gerais. Indignados, representantes do Comando da PM procuraram a reitora da UFMG, professora Vanessa Guimarães Pinto (1990-1994), exigindo minha demissão ou punição exemplar pela crítica à PM mineira. A professora Vanessa, em ...
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