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A poesia latente no mundo

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  Na Bienal de Quadrinhos de Curitiba da semana passada, encontrei o Alves, amigo e companheiro de cartunagens, que publicou um inventário da poesia existente em cada objeto, cada encontro, cada detalhe do universo. Para ver, basta ler, - diz o ditado que acabei de inventar - sim, ler o seu manual de olhar mágico para iniciantes, o belíssimo “Material poético”. Alves nos encanta ao revelar que tudo possui um lado para além do comum, que cada fragmento da vida contém revelações poéticas à espera da gente, que somos capazes de garimpar a poesia debaixo das pedras. O mundo não é mais o mesmo, depois do Material Poético do Alves. Lindo.  Dei um exemplar para meu neto Antônio, que gosta de quadrinhos e poesia.

“A santa seita” – ou “Os (quase) doze próstatas”

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  para Diego e Júlia   reunimos nossas débeis forças mens sanas in tempores malos para insistir pela terceira vez que alguns minutos de memórias sobrevivem ao tik tok das redes.   reunimos nossos poucos cabelos brancos em têmporas cansadas aos corações jovens e aventurosos acreditando que o futuro pode ser um presente do passado.   Obrigado a todas as pessoas queridas que estiveram ontem no lançamento da terceira edição do Retrato Falado. Na foto (da jornalista Alessandra Mello), doze cartunistas vives (ou quase) que resistiram ao calor da noite com a ajuda das histórias do Nilson.