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O termo da posse

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 Na manga direita cabe, inclusive, a mão invisível do mercado - Marcos Vinicius Soares Vieira 

Não quero mais matar alguém

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Depois de meses de terrorismo de estado e de uso da máquina pública a favor de Bolsonaro, veio o domingo e ele perdeu as eleições - porque teve menos votos no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do que recebera em 2018 - e Lula liderou - com a alegria do Nordeste - a maior votação da história concedida a uma frente ampla em defesa da democracia. No meu choro, ao final da apuração, havia desabafo, exaustão e a percepção de que eu não mais morreria em breve - de bala, raiva ou definhamento, - como vinha sentindo que aconteceria, se tivesse que enfrentar mais quatro anos de destruição social bolsonarista. Vivemos nestes últimos anos uma política de terra arrasada – literalmente – da extrema direita, tão violenta e absurda que continuo perplexo sobre como é possível alguém apoiar o projeto bolsonarista. Por isso, tenho tentado entender esse apoiador, encontrar alguma justificativa – psicológica, sociológica, econômica, psiquiátrica, o que for - que o conserve aos meus olhos como um ser ainda perte...

Inteligência, visão política... ou estupidez?

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Diante das declarações de vocês-sabem-quem de que não assinaria um manifesto em defesa da democracia porque não é maria-vai-com-as-outras, lembrei-me novamente das “Leis fundamentais da estupidez humana”, do economista Carlo Cicolla ( VER AQUI ). Segundo ele, a estupidez humana estará sempre presente em todos os grupos humanos e é um erro não considerar que tudo possa dar errado por causa de um gesto estúpido. Cicolla divide as atitudes humanas em quatro grandes grupos, que podem ser vistos no diagrama abaixo. Há atitudes que beneficiam a própria pessoa e também a sociedade, seriam as atitudes inteligentes, no quadrante superior à direita, em laranja. Outras, beneficiam o autor, mas causam prejuízo à sociedade, os bandidos, em cor cinza. Outras ainda, prejudicam o próprio autor, mas beneficiam a sociedade, neste caso são os altruístas, no quadrante superior à esquerda, em azul. Finalmente, há atitudes que não beneficiam nem o autor e nem os outros: seriam as estúpidas. Fico pensando...