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Galileu Galinhei e os negacionistas

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  Ontem, numa reunião virtual  ( vade retro COVID! ) entre amigos, as ótimas apresentações do livro de Mario Livio “Galileu e os negadores da ciência” (feita pelo Ivo Busko) e da peça de Brecht “Galileu Galilei” (feita pelo Paulo Camargos) despertaram em mim os personagens Gu-Ê-Krig (um deus Kadiweu da mitologia Guiacuru) e seu companheiro Galileu Galinhei (um frango que se tornou discípulo do filósofo Antônio Cícero), acima reaparecidos depois de anos ausentes. Em 2015, num surto de criatividade desenhei centenas de tiras sobre estes personagens. É a mais avançada criação em quadrinhos que conheço, tão avançada que ninguém entendeu. Foi minha tese em latim, pois consegui ser incompreendido por todo mundo. Quem quiser se arriscar a entender, VER AQUI  algumas tiras. A propósito de escrever ciência em latim (ou na língua dos inquisidores atuais - sic Paulo Camargos - o inglês), tenho defendido a publicação de nossos conhecimentos científicos em português, contrariando o si...

ALEGREZA

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  Ando precisando de motivos para alegria no meio de tanta tristeza, e ontem chorei pelas quinhentas mil mortes causadas pela pandemia e pelas manifestações de rua, e foram lágrimas misturadas que molharam meu coração ressecado pelo distanciamento social, já por demasiado prolongado em saudades. É difícil dimensionar quinhentas mil famílias atingidas pela morte de uma pessoa querida, porque os grandes números são frios, amortecem nossa empatia, diluem o sofrimento humano e banalizam o horror. Então vi numa das fotos alguém portando um cartaz: Meu irmão morreu sem vacina! E o protesto era feito pelo meu amigo Paulo Camargos. Aí, desabei. Senti nele a dor das milhares de vidas perdidas por falta das vacinas. Acompanhei dia a dia o sofrimento do Paulo, enquanto seu irmão lutava num hospital contra o vírus. E chorei de tristeza, revolta, indignação e medo. Ao correr do dia, outras imagens foram surgindo nas telas, dando conta da extensão e vitalidade das multidões contra o genocí...