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Mostrando postagens com o rótulo ditadura

DESMONUMENTOS

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Ao contrário de derrubar estátuas de outros tempos e apagar a memória coletiva (ainda que dolorosa), sou a favor de construirmos outros monumentos (desmonumentos) bem na frente daqueles existentes que homenageiam escravocratas, torturado e genocidas. Dou algumas sugestões iniciais a seguir.

Cinquenta tons de ditadura (REVISADO EM 3/5/2022)

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  Meu amigo pergunta por que considerei a China uma ditadura, no texto sobre o grande naturalista Alexander von Humboldt, recentemente publicado na Revista Ecológico (ver aqui http://revistaecologico.com.br/revista/ e anteriormente neste blog https://lorcartunista.blogspot.com/2017/04/minha-ignorancia-cultivada.html ). Minha primeira resposta seria: a ausência de liberdade e democracia, num regime controlado pela força . Mas, de quais liberdades estamos falando? Posso não ter o direito de sair de um país porque as autoridades cancelaram meu passaporte ou, noutro, foi o meu cartão de crédito. Posso ser proibido de expressar minha opinião porque há censura no jornal ou porque não tenho dinheiro suficiente para fazer um jornal ou posso ser processado por um escritório de advocacia que custa a fortuna que eu jamais juntaria em muitas vidas. Posso não ter direito a um julgamento justo porque não há garantias constitucionais ou porque sou negro e moro na periferia. Posso votar, mas n...

Desenterrando

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Demissão em missão

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MUROS

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A radicalização política entre republicanos, democratas internacionalistas, anarquistas e comunistas, de um lado, e nacionalistas, fascistas, aristocratas, conservadores, nazistas e monarquistas, de outro, levou à Guerra Civil Espanhola (1936 a 1939). Aquela guerra foi o cenário escolhido por Jean Paul Sartre para descrever a última noite de três republicanos, condenados ao fuzilamento ao raiar do dia, no seu conto intitulado O Muro, que li em 1968 e reli recentemente. O Muro transformou profundamente minha visão do mundo naquela longínqua juventude aos dezenove anos, como se eu tivesse sido fuzilado junto com aqueles homens. Passei a ser aterrorizado pelo acaso incontrolável que afeta profundamente nossa vida e pelo medo de uma guerra civil, que surge do ódio fermentado a partir de pequenas e contínuas diferenças entre as pessoas que são exacerbadas cotidianamente. Na minha inexperiência, não conseguia compreender como era possível que amigos, vizinhos e familiares passem a se odiar...