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Mostrando postagens com o rótulo agronegócio

Pré munição...

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Esta charge estava pronta antes do incêndio na COP30, para ser publicada dependendo do conteúdo do acordo final, mas já antecipando que o acordo enfrentaria a munição pesada do agro e das petroleiras. O incêndio no pavilhão jogou mais fumaça nos nossos olhos. Enquanto isso… a Survival Brasil publicou:  Algumas notícias nos tocam de maneira que palavras não conseguem expressar. Vicente Fernandes Vilhalva, uma corajosa liderança Guarani Kaiowá, foi brutalmente assassinado no domingo (16) em seu território, em Mato Grosso do Sul.  Vicente lutava pelo direito de seu povo à terra : um direito garantido pela constituição brasileira e pela lei internacional. No amanhecer de domingo, vinte homens armados invadiram a comunidade de Pyelito Kue. Mataram o Vicente com um tiro na cabeça, feriram outras quatro pessoas e destruíram casas e pertences. Apesar da ameaça de mais violência,  a comunidade se manteve firme  e se recusou a entregar o corpo de Vicente aos agressores. Um v...

Agro defende o verde na COP30

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Mate-mática carnífuga

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  Dez meses se passaram, desde que troquei o sabor das carnes pela floresta em pé.   Somando os pedacinhos diários, que parei de engolir, deixei de matar um bezerro, ou trinta frangos, ou cinquenta peixes ou aquele porquinho rosado.   Sem novos pastos ou campos de soja, para reporem o que eu teria devorado, deixei viver duas sumaúmas jovens, ou trinta aroeiras, ou cinquenta pitangueiras ou aquela veredinha tropical.   Nesse ritmo, em dois mil e trinta e quatro anos, terei evitado o desmatamento de uma área, onde vivem vinte famílias xavante.   Acho que conseguirei.   A alternativa seria nada fazer. Mas a isso, ainda não me conformei.    

Veganos da periferia

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  Depois que publiquei minha decisão de parar de comer carne  por razões políticas, algumas pessoas amigas concordaram com esta opção, mas outras duvidaram da sua aplicabilidade, eficácia e segurança (ver abaixo). Minha justificativa política para não comer carne tornou-se mais forte nos últimos dias com dois novos artigos: 1) João Moreira Sales, na Folha de São Paulo, sobre como o boi substitui a floresta na Amazônia e causa (com o garimpo) o genocídio dos povos indígenas, como está acontecendo de forma terrível com os Yanomami. 2) George Monbiot, no The Guardian, sobre como a criação de frangos, porcos e visons em escala industrial é o laboratório onde estamos preparando a próxima pandemia de vírus letais originados em aves. Fica cada vez mais evidente que é justamente o consumo excessivo de carne  – pela minoria de pessoas que pode pagar por ela - que destrói as florestas brasileiras para o gado ou para as culturas de grãos que vão alimentar os animais para...

Tempero do Neymar

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Alguém insistiu com meu neto Antônio, quando ele tinha 3 anos: - Come o bife de frango, Tom! - Frango? - Isso, come a galinha... - Galinha?! A gente come galinha!!!?? Seu espanto foi aumentando à medida que tentavam convencê-lo de que, sim, comemos galinhas, porcos, bois... - A gente come porco!!??? A gente come boi!!?? Desesperado, fugiu da mesa e desde então se recusa a comer carne sempre que pode. Agora, me tornei seguidor do Antônio, pois também não como animais mortos, por dois motivos. O primeiro, porque sim, concordo com ele que matar animais para comer é uma violência que cometemos contra seres não humanos que sentem dor, medo, aflição, desespero e desejo de viver como nós, humanos. Segundo, mas também importante, é porque ao comer carne tenho contribuído para a invasão de terras indígenas, para o desmatamento da Amazônia e para o aquecimento global. Parar de comer carne é pouquíssimo, eu sei, mas é uma das coisas que posso fazer. Se muita gente topar essa parada, quem sabe um ...

Símbolos nacionais: O Mané

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A falsa seca e a sede insaciável de lucro

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Apolo Heringer Lisboa está sendo processado por denunciar os crimes cometidos  por muitos  governantes e empresários da mineração, do agronegócio e da indústria, que lucram escandalosamente com a exploração da água e causam escassez e sofrimento para o restante da população, que é quem realmente paga pelo consumo, além de ser a principal vítima dos desastres ambientais.  Apolo é médico, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e, entre outras obras importantes, é o criador do impressionante Projeto Manuelzão, um empreendimento de transformação da MENTALIDADE na bacia do rio das Velhas, tendo como estratégia impulsionadora a mobilização pela volta do peixe como indicadora da recuperação da água e da vida. O Projeto Manuelzão surgiu de uma profunda reflexão política que Apolo realizou, depois de perceber que uma ação realmente transformadora da realidade precisaria ir além da atuação parlamentar e partidária. Depois de vários anos, o Manuel...

Ah, bom!

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Passando a boiada

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Tiro ao negro

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Esta foto divulgada pelo governo Bolsonaro precisa ser compreendida: seria um homem, provavelmente branco, suficientemente rico para comprar um rifle com mira telescópica, defendendo um matagal pegando fogo, postado ali para afastar agentes do Ibama ou lavradores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra? Onde está o agricultor? Não há lavoura, não há alimentos à vista, não há terra preparada para ser semeada. Talvez haja covas preparadas fora do nosso campo de visão, não para sementes, mas destinadas a ocultar corpos de possíveis “invasores”. Esta foto, transformada em plataforma ideológica pela Secretaria de Comunicação da Presidência, atinge vários alvos. O primeiro deles, ideológico, é o fazendeiro branco, que se sente autorizado a matar seres humanos para proteger as terras que ocupa, muitas delas compradas de grileiros que invadem reservas florestais impulsionados pelo vale-tudo no campo proclamado pelo presidente genocida. A autorização institucional para a violência é o primeiro...