Hoje, preciso deixar de lado as guerras, tantas, feitas a paus, pedras e tacapes nucleares, acontecendo num tempo que, imaginávamos, seria agora nosso futuro de paz. Hoje, não pensarei nas pandemias de vírus, de obesidade infantil, de mentiras eletrônicas, e esquecerei temporariamente o mundo se aquecendo por causa de corações congelados pelo lucro. Hoje, fecharei meus olhos por uns momentos para minhas queridas crianças solitárias em celulares, autismos e baixa autoestima, e taparei os ouvidos para o barulho dos motoqueiros entregando a alma em domicílios. Hoje, apesar de todas as necessidades do cosmos, contra todas as orientações do waze, das waves, das vibes e dos astros, cuidarei dos meus ossos. Antes que eles não suportem mais o peso do pincel que tenho usado por meio século para pichar muros e telas com a mesma mensagem alienígena: outros mundos são possíveis. OBS: este foi meu primei...