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“A santa seita” – ou “Os (quase) doze próstatas”

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  para Diego e Júlia   reunimos nossas débeis forças mens sanas in tempores malos para insistir pela terceira vez que alguns minutos de memórias sobrevivem ao tik tok das redes.   reunimos nossos poucos cabelos brancos em têmporas cansadas aos corações jovens e aventurosos acreditando que o futuro pode ser um presente do passado.   Obrigado a todas as pessoas queridas que estiveram ontem no lançamento da terceira edição do Retrato Falado. Na foto (da jornalista Alessandra Mello), doze cartunistas vives (ou quase) que resistiram ao calor da noite com a ajuda das histórias do Nilson.

Um livro e uma cartilha desenhados pelo Rafael Sete

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Convido você para participar do nascimento de um livro e para conhecer uma cartilha feita para ajudar as pessoas a pararem de fumar. Rafael, o Sete, herdou não apenas o nome, mas também a vocação do pintor renascentista e se tornou um cartunista jovem e talentoso e que está lançando seu primeiro livro de quadrinhos, uma coletânea de tiras que ele tem publicado em alguns jornais. Quem gosta de humor e quadrinhos pode comprar antecipadamente seu exemplar participando do financiamento da edição (crowdfunding). Para ver o livro e saber como participar basta clicar aqui: https://www.catarse.me/msb Rafael também é autor da excelente cartilha para ajudar as pessoas a pararem de fumar está disponível a partir de agora no site do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais gratuitamente ( CLICAR AQUI PARA BAIXAR A CARTILHA  ). A cartilha traz informações importantes e dicas para parar de fumar. A cartilha foi criada pela pneumologista infantil Dra. Maria das Graças Mari...

Lugar de fala

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Para Carol Vimieiro e Rafael Sete Não sei o que é sofrer a violência policial, porque minha pele é clara. Não sei o que é ser considerado inferior, porque nasci com um pênis. Não sei o que é receber a metade do salário, porque fui criado como menino. Não sei o que é amar o proibido, porque o gênero do meu desejo é consagrado. Não sei o que é ser estuprado, porque cresci com testosterona e artes marciais. Não sei o que é morrer por outra dose, porque apaguei o último cigarro há décadas. Não sei o que é trabalhar por milhares de dias como caixa de supermercado. Não sei o que é perder uma filha por falta de dinheiro para o remédio. Não sei o que é pedir comida num sinal fechado. Não sei o que é morrer pelas ruas. Sinto muito. Tudo o que sei é repetir antigas palavras de ordem, Igualdade, igualdade e igualdade, Porque envelheci.