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Carta do Nilson sobre os 50 anos do Humordaz

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Esta carta foi enviada pelo Nilson, depois que ele leu o post anterior sobre os 50 anos do Humordaz .   - 50 anos? Putz...você está ficando velho... Mas que bom vocês escreverem sobre o Humordaz! Acho que o texto ficou muito bom... só faltou o seguinte: Vi que vocês usaram o desenho do Marcos Benjamim para ilustrar o aniversário do nosso Humordaz e não a capa tradicional. Me junto a vocês nessa reparação... na época eu fui a favor do Benjamim na capa do número 2... não sei o que aconteceu, e usaram o desenho lá dentro, mas esse troço sempre me incomodou dele não ter ido para a capa. Quero responder a pergunta que todos fazem: quem criou o nome Humordaz foi você. Aquilo que começou como uma tira vertical na página final de sábado do jornal O Estado de Minas acabou ocupando a página toda, mudando  de lugar,  inclusive, a coluna semanal do Roberto Drummond   para outra página. Vocês leram a tese da Professora Normélia Miranda sobre o Humordaz? ( ver aqui a tese...

Resumo do Podcast

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  Agradeço ao Pedro H. Duarte e ao Marcus de Queiroz pela oportunidade desta conversa tão agradável. Clique aqui se desejar ouvir o Podcast O oitavo episódio do Corredor Cultural 174 Podcast, produzido pelo Centro Cultural UFMG, traz um bate-papo com Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues, mais conhecido como LOR, ‘maior cartunista do bairro Itapoã’, como se auto-intitula. Ele já colaborou com diversos jornais, como ‘Estado de Minas’, ‘Jornal do Brasil’ e ‘O Pasquim’. É professor aposentado da UFMG, pesquisador do CNPq e médico especialista em medicina esportiva e Coordenador Clínico no Centro de Referência em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG. Estímulo ao desenho No podcast, LOR recorda que desde criança foi estimulado pelo pai a desenhar. Passado muitos anos, quando ganhou seu primeiro prêmio no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1978, foi compartilhar a conquista com seu pai, que lhe mostrou seus primeiros desenhos, guardados em um cofre, com os traços muit...

A história que me contaram

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  Obrigado, Juliano Viana, pela sugestão da leitura. Um sociólogo e um antropólogo escolheram na minha estante alguns dos livros que mais me impressionaram ao longo da vida e disseram: - Não é bem assim... e me mostraram o porquê no seu livro “ O despertar de tudo – uma nova história da humanidade ”, de David Graeber e David Wengrow. Ao longo da leitura, fui me tornando cada vez mais agradavelmente surpreendido pela revelação de aspectos da história que, - agora percebo, - não faziam sentido na narrativa que me contaram e que eu vinha repetindo. O título pretencioso se justifica: eles passaram dez anos revisitando as principais obras que moldaram o pensamento histórico, sociológico, antropológico e político contemporâneo e concluíram que precisamos mudar nosso modo de pensar a humanidade. Desde os bancos escolares fui aprendendo uma história evolutiva: o capitalismo atualmente dominante seria resultado inevitável da civilização ocidental, que se originou dos regimes feudais na Eur...

Pedir paz não é ingenuidade

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  Enquanto pessoas amigas se debatem entre apoiar ou condenar a invasão russa na Ucrânia, encontro consolo na opinião de pensadores que admiro, como Apolo Lisboa ,  Yuval Noah Harari , que dizem que a opção correta é a defesa da paz e a condenação incondicional da guerra, seja ela iniciada por russos ou norte-americanos. Apolo hoje defende o pacifismo, ainda que tenha pertencido à guerrilha urbana e lutado contra a ditadura militar. Concordamos que as armas podem até ganhar uma revolução, mas não são capazes de implantar o socialismo sem a mudança ideológica da maioria da sociedade. As pessoas precisam estar convencidas da necessidade de uma nova ordem social e econômica que substitua o capitalismo, para que ela seja permanente e sobreviva sem a necessidade de ditaduras populares. Por isso somos socialistas democráticos e pacifistas. Harari defende, em seu mais recente artigo , que a defesa da paz não é uma perspectiva ingênua, mas a única alternativa capaz de salvar a socieda...

DESMONUMENTOS

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Ao contrário de derrubar estátuas de outros tempos e apagar a memória coletiva (ainda que dolorosa), sou a favor de construirmos outros monumentos (desmonumentos) bem na frente daqueles existentes que homenageiam escravocratas, torturado e genocidas. Dou algumas sugestões iniciais a seguir.

Meritocracia 2

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O julgamento da história

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No dia em que Getúlio se matou, meu pai colocou sobre a mesa de escritório seu revólver calibre 32 com cabo de madrepérola, idêntico àquele com o qual o presidente atirara contra o próprio peito, e permaneceu pensativo diante da arma enquanto eu me esgueirava para subir em seu colo.  Meus cinco anos não eram suficientes para compreender bem o que se passava, mas lembro (ou inventei e acredito nesta versão) que ele repetiu para si a frase famosa contida na carta do presidente suicida em que prometia sair da vida para entrar para a história, aparentemente uma instância na qual ele seria considerado inocente pelos vários crimes que seus opositores lhe atribuíam, entre eles meu pai, apesar de fumarem o mesmo tipo de charuto, aliás a mesma marca cubana que fumava toda a elite que se opunha ao caudilho gaúcho.  Naquela época ainda se falava dos tribunais que julgaram os crimes cometidos pelos alemães e seus aliados na grande guerra que termin...
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