De onde vem alguma esperança


Analisando os resultados da COP 30, o jornal The Guardian de hoje concluiu:

“Fora das salas de negociação sem janelas do processo esclerótico da ONU, o mundo real está se movendo rapidamente. A energia renovável superou o carvão este ano, e o investimento em energia limpa, de US$ 2 bilhões por ano, agora é o dobro do que investido em combustíveis fósseis, segundo a Agência Internacional de Energia. Mais da metade da capacidade de geração de energia da China agora é de baixo carbono, e metade de seus carros novos é elétrica. A Índia atingiu suas metas de renováveis cinco anos antes do previsto, os painéis solares este ano se tornaram a maior fonte de energia do Paquistão e, finalmente, a África – com a maior capacidade mundial de geração solar, mas há muito negligenciada quando se trata de investimentos – está vivendo um aumento.

Para muitos, é esse progresso na economia real, e não as negociações, que agora se tornou a principal fonte de esperança. Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA e veterano ativista climático, apontou para a revolução já em andamento. "Assim como passamos do auge de Trump", disse ele, "acredito que também passamos do pico do estado-petróleo. Eles podem vetar ações diplomáticas, mas não podem vetar ações do mundo real... o resto do mundo está cansado de atraso e negação."

Será que o capitalismo vai mesmo encontrar soluções tecnológicas para combater a catástrofe climática e conter sua necessidade de combustíveis fósseis?

 

 


 

Comentários

  1. "Será que o capitalismo vai mesmo encontrar soluções tecnológicas para combater a catástrofe climática e conter sua necessidade de combustíveis fósseis?"
    Sim, do mesmo jeito que resolveu o problema dos plásticos nos oceanos 😀

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