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Pendão auriverde

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O que faz a desigualdade ser tão persistente no Brasil João Paulo Charleaux 25 Set 2017 (atualizado 25/Set 13h23) Estudos divergem nos detalhes, mas reforçam o fato de que o país é um dos campeões mundiais de inequidade de oportunidades e de renda Link para matéria completa: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/09/25/O-que-faz-a-desigualdade-ser-t%C3%A3o-persistente-no-Brasil

Guerra de Facções

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Este cartum foi inspirado da palestra lúcida e contundente realizada pelo brilhante professor de filosofia da UFMG Newton Bignotto, durante o ciclo de conferências “Dissonâncias do Progresso” que está sendo realizado no BDMG ( VER AQUI) .

O último ascensorista

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Quando André tentou impedir os passos resolutos do homem que queria furar a fila do elevador para ocupar o derradeiro lugar, que seria por direito da senhora de meia idade prestes a entrar, ele não poderia imaginar as consequências deste gesto corriqueiro em seu último dia de trabalho como ascensorista num prédio no centro comercial de Belo Horizonte, que inauguraria no dia seguinte os novos elevadores automáticos e inteligentes. A fila, senhor! – Disse André com firme cordialidade. Estou com pressa! – Continuou avançando o homem até quase tocar a mão de André, que permanecia estendida interrompendo a trajetória do outro que parecia ignorar a mulher ao lado. Sinto muito, senhor! – Insistiu André num tom mais alto. Tenho uma reunião importante, dá licença! - O homem elevou a voz com raiva e autoridade. Não posso permitir que furem a fila, senhor! – André levantou-se de seu pequeno banco no elevador, obstruindo a passagem do homem. Saia da minha frente, estou com pressa, já disse! Andr...

Um sábado para compartilhar conhecimentos com as crianças

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Amigas e amigos, especialmente aqueles que têm filhos, filhas, netos e netas. Minha filha Ana de Oliveira Rodrigues convida vocês para um evento muito interessante no último sábado deste mês de setembro. Vejam abaixo os detalhes. Alice e eu estaremos participando da oficina Clube Livro Kids, compartilhando brincadeiras em torno do livro "As gêmeas que ficaram diferentes". Será uma bela oportunidade de adultos e crianças compartilharem uma manhã de sábado. Espero vocês lá. Vejam abaixo como fazer as inscrições pela internet. Lor Edutech BH - 1ª Edição É com muito orgulho que a  Just CODING  convida a todos para a primeira edição do  EduTechBH, a se realizar  no Sábado, 30 de Setembro , das  9:00   às 12:00h . O EduTechBH é um encontro para pais, educadores e crianças discutirem e vivenciarem o encontro da Tecnologia com a Educação. Serão  palestras de 15 minutos  com especialistas em Educação e Tecnologia, e  diversas ofic...

The final cut

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Para Letícia Ao saber que a nova procuradora geral da república fora nomeada pelo presidente que deveria ser investigado por ela, depois que um juiz do supremo o orientou a agir desse modo para evitar que fosse processado, você foi até a casa de seu velho amigo dos tempos de resistência à ditadura militar e disse: Não dá mais. Voltamos ao ponto de partida da nossa geração. Você ainda tem aquele material escondido que escapou da repressão? Era o quê? Umas duas metralhadoras e outras armas leves? Ele demorou um tempo para responder: Menos, muito menos, uns revólveres. Mas, eliminar o chefe da quadrilha? Vamos supor que dê certo. E depois? Assume o presidente da câmara. Trocamos seis por meia dúzia. A gente derruba ele, então. Os políticos não vão deixar. A gente fecha o congresso. Os empresários e a mídia não vão permitir. Enquadramos a burguesia nacional. O mercado internacional não vai aceitar. A gente muda o mercado. Entendi, vamos acabar com o capitalismo de uma vez. Ele foi ...

Adeus à tristeza!

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Hoje completo uma semana que abandonei o Facebook. Apesar de não ter sido um usuário pesado, as dezenas de minutos que passava na rede estavam me fazendo mal, causando tristeza, revolta e ansiedade, entre outras coisas pela quantidade de mentiras e inutilidades que me obrigava a ver todos os dias. Passada a abstinência dos dois primeiros dias, estou recuperando a energia para conversar com as pessoas e sentir a vida real com mais esperança e alegria. Sinto-me mais livre. Além disso, recupero meus motivos para não participar do Facebook em 2015 (ver  AQUI ), mas, infelizmente, depois acabei entrando na rede para divulgar a página do HUMORDAZ. Quem quiser conhecer um estudo profundo sobre o mal-estar provocado pelo Facebook, por favor, veja o artigo de John Lanchester “Você é o produto: Mark Zuckerberg e a colonização das redes pelo Facebook”, na revista Piauí deste mês.

Ciúmes

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O primeiro marido de minha mulher Era folgadão, machista e metido a gostosão, Mas ela fazia de tudo para o agradar. O segundo era um cara deprimido, Cheio de crises e terapias, Mas ela o apoiou até onde aguentou. O terceiro era um sujeito legal e tranquilo, Mas trabalhava demais E deixava minha mulher muito sozinha. Agora, eu faço de tudo para torná-la feliz, Mas ela me trata como se eu fosse qualquer um, Inclusive chama a todos os ex-maridos pelo mesmo nome, o meu.

In sides

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Ao lado da pequena ponte desliza pela direita uma tênue trilha de folhas secas em direção à quase floresta e jamais me aventurei por ela, apesar de cogitar brevemente por muitas vezes fazê-lo. Grandes aranhas nas proximidades parecem tecer uma barreira natural à passagem, uma de minhas desculpas. Grupos de adolescentes da favela ao lado usando drogas longe do olhar dos guardas municipais, outro receio realimentado pelo cheiro de maconha ocasionalmente trazido pela brisa que trespassa a mata de transição, nem serrado, nem atlântica, ressequida pela chuva ausente há mais de cem dias, outro motivo razoável para não me desviar do caminho limpo e varrido. O morador solitário que vive pelo parque há décadas poderia estar por ali e, assustado com minha presença, sacar um pedaço de metal de sua insanidade confundindo-me com uma de suas paranoias. Homens fazendo sexo poderiam chocar meu pudor convidando-me para participar da festa e eu não saberia o que fazer para manter minha coerência héter...

INVESTIMENTOS ONLINE

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Não posso me desesperar

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Diante do diagnóstico da doença genética e incurável de uma de nossas filhas, Thalma ouviu da amiga e pediatra Cleonice Mota que precisávamos manter a calma para podermos ajudar nossa menina. Apesar de não sermos culpados pela sua doença, éramos responsáveis pela sua vida. Não adiantaria fugirmos para Manchester ou Toronto, porque isso em nada mudaria a situação. Não havia cura, é verdade, mas havia tratamentos. Hoje vivo um momento semelhante em meu país, assustado diante de uma sociedade injusta, violenta e governada por corruptos, com nossa população agressivamente se dividindo em grupos intolerantes. Vontade de fugir para Minas, mas Minas não há mais, a lama da barragem levou. Vontade de gritar, mas a rouquidão depois dos sessenta deixou minha voz débil e inaudível. Nem mesmo morrer adiantaria: apenas um caixão a mais para ser carregado. Sempre fui da classe média, filha mimada na ditadura militar, que cresceu esbanjando Miami e importados, individualista e cheia de superioridades...