Insegurança com celular nas ruas

 

O endividamento causado por apostas (as chamadas "bets") atingiu proporções alarmantes no Brasil. Os dados variam conforme o universo analisado (se todos os apostadores ou a população geral), mas o cenário é de crescimento acelerado.

Entre as pessoas que já apostaram, a proporção das que contraíram dívidas mais que dobrou em menos de um ano:

· 35% dos apostadores afirmaram estar endividados devido às bets em setembro de 2025. Em outubro de 2024, esse índice era de apenas 16%.
· Um levantamento mais recente do Procon-SP (entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026) aponta que 39,7% dos apostadores (quatro em cada dez) se endividaram após começar a usar essas plataformas.

Considerando o total de brasileiros, o alcance das bets também é significativo:

· Cerca de 17% da população brasileira utilizava plataformas de apostas em 2025.
· 7,5 milhões de brasileiros (equivalente a 19% dos apostadores) admitiram ter comprometido parte da renda com jogos no último ano.
· 29% dos apostadores já tiveram o nome negativado por causa de gastos com apostas online.

O endividamento atinge de forma mais severa grupos específicos: homens (43% dos endividados) e pessoas com renda de até dois salários mínimos (40%) são os mais afetados. Além disso, as apostas já superaram os juros e o crédito como o principal fator de endividamento das famílias brasileiras.

Em resumo, cerca de 35% a 40% dos apostadores estão endividados, o que representa um contingente de milhões de brasileiros.

 

Informação auxiliada por IA


Comentários

  1. Realmente alarmante! Muito bem colocado, Lor, como sempre!

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  2. Que triste isso !!!! Tem que proibir, quantas famílias mais podem ser destruídas por causa disso.

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  3. Com a memória em alta, leio com satisfação que o escândalo das bets está trazendo à tona, sem trocadilho, o sunk cost, ou falácia do custo irrecuperável ("submerso") -- a tendência de indivíduos continuarem a persistir num curso de ação, a despeito da frequência alta de feedbacks negativos e do alto custo e das perdas dos investimentos de tempo, esforço e dinheiro.
    Edmond Fantino, meu orientador nos EUA, cuidou desse tema com pesquisa empírica humana e animal, que demostraram aos montes que fenômenos assim podem ser reduzidos à operação de princípios comportamentais básicos.
    Seu texto e charge mostram o lado vil da exploraçção dessas contingências de comportamento nos canais de TV, especiallmente nas transmissões de futebol. A tal CazéTV, na última Copa, excedeu-se no crime.
    Palmas para o governo Lula, que pôs o dedo na ferida.
    Keep on trucking.
    Abraços.
    João Bosco Jardim

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