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O tempo é nossa matéria prima fundamental

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Há duas semanas participei de um seminário intitulado a “Práticas médicas: o encontro do ontem e do hoje com o amanhã” promovido pela CASU (Caixa de Assistência à Saúde da Universidade), durante o qual médicos e professores falaram sobre as dificuldades enfrentadas pela prática da medicina nos tempos atuais. Minha participação no evento se deu na forma da apresentação de diversos cartuns (a maioria dos quais já publicados nos últimos 40 anos) relacionados à Medicina. Comecei pelo cartum acima, de 2011, uma paródia de uma pintura famosa “The Doctor”, uma obra de arte especialmente apreciada entre os médicos de várias gerações (abaixo). Meu cartum toca na questão da complexidade do tempo, os tempos próprios de cada pessoa que são marcados pelas suas memórias e emoções e os tempos diferentes nas relações entre as pessoas, como entre o médico e o paciente. A maneira como medimos e percebemos o tempo varia conforme as épocas (por exemplo, o relógio com minutos e segundos e o horário mundi...

SAFE-SE

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O policial aproxima-se com o scanner apontado na minha direção e parece surpreso por não ver surgir na sua tela a minha identidade, ao contrário, um alerta indica que sou um indivíduo sem o antropochip, praticamente uma raridade na vida daquele profissional, apesar dele ter sido instruído sobre a existência de uns marginais que se recusam a implantar o chip de segurança sob o couro cabeludo. Diante do imprevisto, o soldado aumenta o tom de voz ao solicitar meu cartão de identificação universal, o documento anterior que fora substituído pelo minúsculo processador implantado em onze bilhões de pessoas depois que uma organização terrorista do ex-Curdistão assassinara um presidente norte-americano, morto numa banheira de hidromassagem que fora sabotada por uma mulher infiltrada entre as prostitutas contratadas e que teria sido estuprada por ele quando adolescente. O policial leva a mão ao coldre ao ouvir que não estou de posse do cartão universal, que devo ter esquecido em alguma parte, ...

Trans verso

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A faca que atingiu o menino Travestido de menina Cortou apenas a lona,  Imagem em esmalte e purpurina, Mas feriu a liberdade,  Ainda que mínima, Dele agressor mesmo, Estúpida cega lâmina. Várias fotos de adolescentes vestidos de forma ambígua expostas no Parque Lagoa do Nado dentro do projeto Transversal foram vandalizadas nesta semana. Vários painéis abordando o racismo foram também maltratados.  Abaixo outros painéis vandalizados e alguns poucos que escaparam à violência homofóbica e à agressão a obras de arte e ao patrimônio público.
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Crises? Veja a data.

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Selfie

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Da série: Crises passam...e voltam.

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Publicado no Diário Popular de São Paulo em dezembro de 1996.

Oração de Natal

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Preste atenção na data da publicação no Diário Popular de São Paulo. Tá vendo? Crises passam. E voltam.

Doação ou compra antecipada?

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Não, não estou falando do Caixa 2 nas campanhas eleitorais, mas do livro que desenhei junto com minha neta ALICE, que você compra antecipadamente e recebe o exemplar em casa assim que a edição ficar pronta (fevereiro 2017)! O livro ganhou o selo de “Pedagogicamente Responsável” para crianças! Basta clicar aqui www.infanciar.juntos.com.vc e você escolhe a forma de contribuir para a edição, cartão ou boleto. Caso nossa meta não seja atingida até fevereiro (estamos em 29% e ainda faltam 50 dias) você receberá seu dinheiro de volta! Para cada exemplar que você comprar, a editora EDUCORE doará outro para uma escola ou biblioteca pública ou instituição carente. Além disso, de acordo com o número de exemplares adquiridos, você receberá recompensas que vão de caricaturas pessoais até uma oficina de desenho conosco. Venha fazer parte deste financiamento coletivo! Abraço grato, Lor 

Bem-vindos à uberlândia

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Decidi sair da rodovia na primeira oportunidade quando minha cólica abdominal se transformou numa urgência por um vaso sanitário. Desliguei o rádio, onde o noticiário comentava a última decisão do governo de flexibilizar as relações entre patrões e empregados, legalizando a partir de agora qualquer tipo de regime de trabalho, para prestar toda atenção numa placa que indicasse um posto ou restaurante e na primeira delas enveredei por uma pequena estrada sem prestar muita atenção no nome da cidade que ela indicava, zonzo que estava pelo mal-estar físico que já incluía calafrios.  No primeiro posto de combustíveis desci do carro em correria, passei pela mulher no caixa da lanchonete que tentou falar algo comigo e tentei inutilmente abrir a porta do banheiro masculino, onde havia uma placa solicitando que introduzisse meu cartão de crédito. Depois da senha digitada a porta se abriu e eu permaneci dentro do ambiente de azulejos brancos e peças de aço inoxidável por longos minutos de...