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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Cem palavras

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1.         Abuso 2.       Agressão 3.        Imperialismo 4.        Prepotência 5.        Invasão 6.        Crime 7.        Capitalismo 8.        Petróleo 9.        Maior reserva mundial 10.   Cortina de fumaça 11.   Arquivos Epstein 12.   Pretexto 13.   Mentiras 14.   Álibi 15.   Racismo 16.   Autoritarismo 17.   Extrema direita 18.   Doutrina Monroe 19.   Espionagem 20.   CIA 21.   Megalomania 22.   Interesses econômicos 23.   Militarismo 24.   Nacionalismo 25.   Petróleo 26.   Fim do multilateralismo 27.   Fim da ONU 28.   Arrogância 29.   Assassinato 30.   Sequestro 31.   Cri...

O vírus da violência masculina

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  Algumas pessoas perguntaram se acho ou não que Carlos Bronca Neto e seus amigos merecem a condenação e a prisão pelos crimes que cometeram: planejar assassinato de adversários, tentativa de fraudar eleições e outros ( ver aqui o conto que publiquei ontem ). Na ficção que escrevi, ao questionar a decisão do juiz eu disse que “devia ser condenado o patriarcado”, dando a entender que esta estrutura social pré-histórica (e pré-capitalista, senhor Engels) seria a causa da formação do caráter violento dos personagens e da opressão das mulheres (que são obrigadas a reproduzirem o patriarcado). Propositalmente, com a intenção de chamar a atenção sobre o papel do patriarcado na formação de homens e mulheres, deixei em aberto se Carlos e seus cúmplices “também” deviam ser condenados ou não. Comparo com a situação de um cão com hidrofobia (ia escrevendo homofobia), doença que sabemos ser causada por um vírus letal. É claro que precisamos prender o animal doente para proteger a sociedade, ma...

Carlos Bronca, o neto

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  Inspirado em bell hooks   Quando a parteira avisou que era um menino, a sala enfumaçada pelos cigarros comemorou com gritos de “é saco roxo!” e os amigos deram palmadas nas costas do pai, que distribuiu mais uma rodada de cachaça e uma caixa de foguetes. O tio Nico brindou ainda bem que é macho, achei que meu irmão ia dar outra fraquejada! Na ressaca do dia seguinte o pai viu o filho na penumbra do quarto, acordou o menino com um beliscão na bochecha e foi ao cartório registrar, escreve aí, Carlos Bronca, como o pai, e acrescenta Neto! Na semana seguinte, Carlos Bronca, o pai, implicou com a manta rosa que cobria o menino, herança da irmã mais velha, isso é cor de mulherzinha, tira isso, mulher! A mãe resmungou que estava muito frio, mas o pai arrancou a manta dizendo que sentir frio é bom, vai treinando para ser homem sem frescura. Na igreja, o padre derramou a água benta na cabeça da criança dizendo eu te batizo em nome de Deus Pai todo poderoso, a quem suplico que...