quinta-feira, 15 de março de 2018

Estilhaços

Marielle Franco é assassinada com diversos tiros ontem no Rio de Janeiro. Ela tem 38 anos e é vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade, o PSOL. Ela é militante pelos direitos humanos e é adversária da violência policial. Ela é mulher, é negra, é socióloga, é feminista e é mãe. Ela é. E continuará sendo tudo aquilo que os seus assassinos quiseram apagar com balas de calibre reservado a policiais, já que não podem mais ocultar ou desmentir os crimes que cometem acobertados pela farda e pela corrupção de seus comandantes.

O motorista que levava Marielle também foi morto e outra passageira teve ferimentos provocados por estilhaços.

Estilhaços também atingiram a operação de intervenção militar no Rio, desacreditando as promessas de moralização da polícia militar feitas pelo general interventor.

Estilhaços feriram mais uma vez a esperança de jovens que ainda acreditam na via política, no diálogo, nas eleições para sairmos do desespero que causam as milhares de mortes anuais de jovens, especialmente negos e pobres.

Estilhaços alcançaram todos os brasileiros que sonham com uma sociedade mais justa, pacífica e amorosa.

Estilhaços encravaram-se nos movimentos das mulheres, dos negros, dos moradores de favelas e de todas as mães do país.

A violência policial estilhaçou o coração brasileiro mais uma vez.






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